Por Roosevelt Fernandes, representante da Sociedade Civil Organizada / Foto: Divulgação / Arte: IA
Você já dedicou alguns minutos para compreender – e, principalmente, refletir – sobre os desafios que os efeitos das mudanças climáticas trarão para a sua vida e para a sociedade?
Você acompanha as notícias publicadas em jornais, televisão, internet e outros meios de comunicação? Percebe que, cada vez mais, reportagens alertam para os impactos do aquecimento global, dos eventos climáticos extremos e das transformações ambientais que já fazem parte da nossa realidade?
Talvez você já tenha consciência da gravidade do problema. Ou talvez ainda acredite que nada possa fazer diante da dimensão desse desafio e, por isso, limite-se a acompanhar os acontecimentos como um simples espectador.
É comum imaginar que a responsabilidade pelo enfrentamento das mudanças climáticas seja exclusivamente dos governos federal, estaduais e municipais. De fato, o Poder Público possui papel fundamental na elaboração de políticas, investimentos e ações preventivas. No entanto, nenhuma estratégia será realmente eficaz sem a participação ativa da sociedade.
Você considera que recebe informações suficientes dos órgãos públicos para compreender os riscos, conhecer os planos existentes e participar das decisões que afetam a sua comunidade? Ou acredita que ainda falta transparência, diálogo e oportunidades para que a população contribua efetivamente?
Você sabe que pode colaborar por meio da participação em audiências públicas, consultas, debates e outras iniciativas voltadas ao planejamento das ações de prevenção e adaptação às mudanças climáticas? Embora esses espaços ainda sejam pouco utilizados, eles representam importantes instrumentos de participação cidadã.
Este artigo tem um único objetivo: despertar a consciência de que não basta fazer parte do problema ou assistir, passivamente, aos acontecimentos. Cada cidadão pode e deve fazer parte da solução, dentro de suas possibilidades. Participar, informar-se, opinar e cobrar ações responsáveis também são formas de proteger o futuro.
Quando deixamos de participar das decisões, outras pessoas decidem por nós. E essas decisões nem sempre refletem os interesses e as necessidades da sociedade. No entanto, serão todos os cidadãos que enfrentarão os impactos sociais, ambientais e econômicos das mudanças climáticas.
O futuro está sendo construído agora. Quanto maior for o envolvimento da sociedade, maiores serão as possibilidades de reduzir os impactos e garantir melhores condições de vida para as próximas gerações.