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Cris sem pressa de mudança partidária

Cris sem pressa de mudança partidária

Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação / Arte: IA

 

Enquanto lideranças políticas já fazem contas, discutem filiações e analisam possíveis mudanças partidárias para a eleição do próximo ano, a prefeita de Vitória, Cris Samorini (Progressistas), vive uma situação relativamente confortável no tabuleiro político capixaba.

 

Aliada do ex-prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao governo do Estado, Cris não precisa correr para buscar uma nova legenda. Pelo menos por enquanto. O Progressistas integra a federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil, que hoje está alinhada ao projeto do governador Ricardo Ferraço (MDB).

A posição partidária, porém, não impede que a prefeita siga como uma das principais apoiadoras de Pazolini na Grande Vitória. Aliás, caso o cenário permaneça como está, Cris deve ser uma das maiores puxadoras de votos do republicano na região metropolitana e talvez a única prefeita a assumir esse papel de forma mais explícita. Os demais gestores das principais cidades da Grande Vitória caminham ao lado do Palácio Anchieta.

Mas o tempo pode produzir novos cenários.

Uma eventual vitória de Pazolini fortaleceria politicamente a prefeita e poderia abrir espaço para uma tentativa de aproximação da federação com o grupo vencedor. É verdade que as principais lideranças da União Progressista no Estado — o deputado federal Da Vitória (Progressistas) e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil) — estão hoje no mesmo palanque de Ricardo Ferraço.

Política, contudo, raramente é uma ciência exata. Negociações, acomodações e entendimentos costumam surgir após as urnas falarem.

Por outro lado, se Ricardo sair vitorioso, Cris continuará filiada a um partido comandado por lideranças que ajudaram a construir a vitória do governador. Uma posição que pode contribuir para reduzir eventuais ruídos políticos e até facilitar futuras aproximações.

Nada disso significa, evidentemente, que a prefeita se tornaria automaticamente a escolhida do grupo para projetos eleitorais futuros.

O fato é que Cris tem algo raro na política: tempo. E, neste momento, não precisa se desgastar procurando um novo partido para chamar de seu.

Cris sem pressa de mudança partidária

Cris sem pressa de mudança partidária

Cris sem pressa de mudança partidária