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O silêncio de Arnaldinho na campanha de Ricardo no 2º turno

O silêncio de Arnaldinho na campanha de Ricardo no 2º turno

Por Letícia Gonçalves / A GAZETA / Foto-legenda: Arnaldinho Borgo e Ricardo Ferraço em abril de 2026 / Crédito: Letícia Gonçalves / Arte: IA

Prefeito de Vila Velha não rompeu com o governador, segue apoiando o aliado, mas sem o mesmo empenho da primeira etapa da eleição

O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), tentou ao máximo ser candidato ao governo do Espírito Santo em 2026. Não conseguiu e, então, passou a apoiar a candidatura do governador Ricardo Ferraço (MDB).
No primeiro turno, Vila Velha foi coberta por wind banners com fotos de Arnaldinho e Ricardo lado a lado.
Uma espécie de comitê do PSDB — partido presidido pelo prefeito no estado — em Itaparica, virou centro de eventos de campanha em prol do emededebista e de outros aliados de Arnaldinho.
Agora, na segunda etapa do pleito, porém, o prefeito está praticamente silente. Não rompeu com o governador, segue apoiando o aliado, mas não se esforça publicamente para elegê-lo.
Arnaldinho não tem feito nem publicações nas redes sociais nesse sentido.
É preciso ressaltar que, apesar do endosso ostensivo anteriormente oferecido pelo tucano, Ricardo perdeu em Vila Velha no primeiro turno.
O adversário dele, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicano), recebeu o dobro de votos na cidade: 54,03% contra 27,13%.
Logo, se no segundo turno os percentuais não forem favoráveis ao emedebista, não se pode colocar a culpa diretamente na nova postura de Arnaldinho.
Em 4 de setembro ele estava assim:

De acordo com pessoas próximas ao tucano, logo após o primeiro turno, ele reuniu os secretários municipais, reforçou que continua ao lado de Ricardo e pediu que a equipe fizesse posts nas redes sociais em apoio ao governador.
Mas já não mobiliza os comissionados para bandeiraços ou outros eventos de campanha na rua.

“Ele não está usando a máquina municipal como fez no primeiro turno”, observou um aliado do prefeito.

De acordo com o próprio Ricardo Ferraço, Arnaldinho participou de uma reunião em meio à campanha do segundo turno em que diversos prefeitos reafirmaram apoio ao emedebista.

A questão é que, como o resultado do primeiro turno mostrou, contar com o endosso de chefes de Executivos municipais não garante votos.

Pazolini quase venceu Ricardo já no último dia 4, foi escolhido por 49,65% dos eleitores. Se tivesse alcançado 50% dos votos mais um voto, teria liquidado a fatura de uma tacada só.

No primeiro turno, o emedebista foi apoiado por 65 dos 78 prefeitos do Espírito Santo. O republicano, por dois.

O ex-prefeito de Vitória, contudo, venceu em 48 cidades. O governador, em 30.
As vitórias de Pazolini, principalmente, na Serra e em Vila Velha fizeram muita diferença. Afinal, esses são os dois maiores colégios eleitorais do estado.
Em tempo: na Serra, Ricardo tem o apoio do prefeito, Weverson Meireles (PDT), mas também teve apenas metade dos votos de Pazolini. O placar lá foi de 52,87% a 26,89%.
Além de Ricardo, na primeira etapa do pleito Arnaldinho pediu votos aos eleitores para o então candidato ao Senado Renato Casagrande (PSB), que foi eleito e também o mais votado em Vila Velha.
A vantagem do socialista para o segundo colocado e também eleito Evair de Melo (Republicanos) foi pequena: 22,66% dos votos contra 22,22%.
A “federal do Arnaldinho”, a ex-secretária estadual de Governo Emanuela Pedroso (PSB), a Manu, também foi eleita.
Os 15.060 votos que recebeu em Vila Velha correspondem a 21,7% do total, 69.398.
O silêncio de Arnaldinho na campanha de Ricardo no 2º turno

O silêncio de Arnaldinho na campanha de Ricardo no 2º turno

O silêncio de Arnaldinho na campanha de Ricardo no 2º turno