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Canais de retenção da água da chuva e coleta de lixo na água são exemplos franceses para salvar o Rio Doce

Por assessoria / Foto-legenda: Deputado Estadual, Fabrício Gandini, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Ales / Crédito: Divulgação

Comissão de Meio Ambiente da Assembleia presidida por Gandini reúne especialistas e transforma exemplos internacionais em propostas locais

As soluções adotadas na recuperação do Rio Sena, na França, e que podem ser aplicadas na revitalização do Rio Doce foram tema de reunião da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, conduzida pelo presidente do colegiado, deputado estadual Fabrício Gandini (PSD).

O encontro reuniu hoje (10) representantes do movimento River Planet e autoridades da área hídrica estadual.

Os ambientalistas Alberto Pêgo e Fábio Medeiros apresentaram os resultados da segunda Descida Ecológica do Rio Sena, realizada entre agosto e setembro de 2025, destacando três eixos estratégicos: tratamento de esgoto, gestão de resíduos sólidos e drenagem urbana.

Entre os exemplos citados estão estruturas de retenção e armazenamento de água para períodos de seca — canais que também funcionam como áreas de lazer — e sistemas de coleta de resíduos dentro dos rios sem bloqueio total do leito.

 

O ambientalista Alberto Pêgo apresentou a Gandini os resultados da descida do Rio Sena, na França / Crédito: Heloisa Ribeiro.

 

“Encontramos um rio vivo, cuidado e usado pela população. Há problemas, há lixo, mas em escala muito menor. Existe estrutura permanente de gestão, drenagem e monitoramento”, afirmou Alberto Pêgo.

Segundo ele, o Brasil já possui tecnologia avançada para tratamento de esgoto, mas precisa ampliar a implementação e a fiscalização das redes.

“Nós não precisamos aprender tecnologia com a França nessa área. Precisamos executar melhor o que já sabemos fazer”, disse.

Gandini destacou que a Comissão vai transformar o conteúdo técnico em encaminhamentos concretos.

“Nosso papel é trazer boas práticas internacionais e adaptar à realidade capixaba. O que funciona lá pode — com ajustes — ajudar a acelerar a recuperação do Rio Doce e de outras bacias”, afirmou.

Participaram da reunião o diretor-presidente da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Fábio Ahnert, e o secretário em exercício da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seama), Vitor Ricciardi.

Fotos
Legenda. O ambientalista Alberto Pêgo apresentou a Gandini os resultados da descida do Rio Sena, na França. Creditos. Heloisa Ribeiro.

Canais de retenção da água da chuva e coleta de lixo na água são exemplos franceses para salvar o Rio Doce

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