Por Fabiana Tostes / FOLHA VITÓRIA / Foto-legenda: Renzo, Meneguelli e Kassab / Crédito: Divulgação / Arte: IA
Partido vai reunir correligionários no dia 5 de agosto e decidir se fecha com Pazolini, com Ricardo ou se caminha sozinho na disputa pelo governo do ES
O PSD, que pretendia realizar sua convenção partidária no próximo domingo (2), decidiu marcar a reunião com seus correligionários para o último dia do prazo legal, 5 de agosto, quando definirá o rumo que adotará nas eleições.
O horário e o local ainda não foram definidos, mas a data escolhida coincide com as convenções dos partidos MDB – do governador Ricardo Ferraço – e da federação União Progressista.
O presidente estadual da legenda, Renzo Vasconcelos, ainda está em São Paulo e deve retornar amanhã (28) ao Estado.
Ele viajou para, entre outras coisas, acompanhar a convenção nacional do PSD, que chancelou a candidatura de Ronaldo Caiado, a presidente da República, e de Gilberto Kassab – que comanda o partido nacionalmente – a vice-presidente.
Renzo havia afirmado para a coluna De Olho no Poder, no início da tarde desta terça-feira (28), que estaria pensando em mudar a data da convenção para o dia 5. A confirmação veio um pouco mais tarde com o secretário-geral do partido, Nilo Locatelli.
“São decisões importantes, e o tempo será um aliado para pensar, dialogar e entender o melhor caminho para o PSD e para o Espírito Santo”, afirmou Nilo à coluna, ao ser questionado sobre o adiamento.”
Sobre qual caminho o partido deverá tomar, Nilo fez mistério: “Renzo é um líder jovem e de muita sabedoria, que pensa macro e constrói sempre olhando para o futuro sem esquecer da responsabilidade de governar no presente e cuidar das pessoas, confiamos sempre na condução dele”.
Três caminhos
Em entrevista à coluna no último domingo (26), Renzo afirmou que o partido poderia caminhar com chapa puro-sangue – assim como a chapa nacional – tendo o ex-governador Paulo Hartung (PSD) na disputa pelo governo do Estado.
Embora Hartung não tenha feito qualquer movimento sinalizando que poderia participar do pleito, Renzo disse que ele está disposto e que teria dado o sinal verde para a proposta.
“Sobre as definições no Espírito Santo, nós ainda estamos conversando com todos os lados, com possibilidade do Paulo (Hartung) disputar a majoritária, e nós termos chapa pura, como também composições. Mas, nós temos tempo ainda, vamos trabalhar com tempo e com bastante diálogo”, afirmou, anteriormente, à coluna.
Hartung – que já tinha declarado apoio ao ex-prefeito e pré-candidato ao governo Lorenzo Pazolini (Republicanos) – não se manifestou a respeito.
A possibilidade levantada por Renzo veio após o partido “romper o noivado” com o Republicanos – partido de Pazolini – e também iniciar diálogo com o governador Ricardo Ferraço (MDB), que é pré-candidato à reeleição.
Em abril, o PSD havia declarado apoio a Pazolini e negociava espaços na majoritária – como a indicação do vice e a disputa por uma das duas vagas de Senado.
O partido, porém, sentiu que foi jogado para escanteio após Republicanos e PL selarem uma aliança que colocou em risco o protagonismo que o PSD pretendia ter no grupo.
Na semana passada, Renzo e Ricardo Ferraço se reuniram e também foi colocado na mesa o espaço da majoritária, especialmente a possibilidade do PSD disputar o Senado com o nome do deputado Sergio Meneguelli – o que esbarra na pré-candidatura da ex-senadora Rose de Freitas (MDB).
Ricardo ficou de conversar com o grupo e dar uma resposta a Renzo até o final dessa semana.
Em tempo: A federação União Progressista também adiou sua convenção para o último dia. Inicialmente, o grupo tinha marcado o evento para 1º de agosto.


