Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação / Arte: IA
A nova pesquisa do Instituto Perfil, publicada por ES Hoje nesta terça-feira (16), mostra, mais uma vez, um cenário de embate fortíssimo pelo Palácio Anchieta entre o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), que vem liderando as intenções de voto, e o governador Ricardo Ferraço (MDB), em segundo lugar, mas muito próximo do rival.
Obviamente, como ES Hoje demonstrou, o republicano vem consolidando sua presença na dianteira, enquanto o emedebista, após assumir o comando do Executivo em abril, está em crescimento. Mas há um ponto que precisa ser avaliado nesta corrida e que pode fazer toda a diferença: a rejeição.
Pazolini, dentre os possíveis candidatos ao governo, é aquele com menor rejeição, segundo o levantamento, com 5,44%. Já Ricardo aparece com o segundo menor índice, mas em um patamar que representa quase o dobro do adversário: 10,22%.
Esses são quesitos importantíssimos na disputa deste ano. Ricardo tem a missão de equilibrar o fato de ser candidato à reeleição e, ao mesmo tempo, gerir o Estado. Enquanto estiver no mandato, será uma vitrine. E vitrine, como se sabe, tem seus prós e contras.
As vantagens envolvem ter a máquina nas mãos, um governo bem avaliado, finanças em dia e todo aquele discurso exaltado desde a época de Paulo Hartung (PSD), cuja cartilha seguiu nos anos de Renato Casagrande (PSB).
Só que os contras também aparecem. A máquina é cobrada por sua eficiência e também pelos fatos ao redor, o que pode envolver crises em diversos setores, como economia, segurança, saúde e por aí vai. Isso acaba gerando rejeição, não tem jeito.
Pazolini, por sua vez, está mais solto. Ainda que não tenha mais o holofote de uma gestão municipal recém-iniciada, segue sendo lembrado. E aí pode surgir algo que ele vem trabalhando nas entrelinhas: uma possível vontade de mudança por parte da população.
Claro que ainda é muito cedo. As diferenças são mínimas, e os próximos meses, principalmente após as convenções, tendem a trazer uma guinada mais radical na escalada eleitoral. Mas há desafios claros para os líderes da pesquisa. Pazolini precisa manter essa rejeição reduzida. Já Ricardo precisa controlá-la, revertê-la e ainda conquistar mais votos nas margens do eleitorado.
Cenário já visto
Há de se lembrar que, em 2020, na eleição para a Prefeitura de Vitória, Pazolini também colecionava a menor rejeição. É algo para ficar de olho.
Tudo em aberto I
A pesquisa mostra algo que chama a atenção: 61,78% dos entrevistados costumam definir seus votos somente a 10 dias da eleição. Tudo pode acontecer.
Tudo em aberto II
A disputa pelo Senado tem algumas particularidades interessantes. A indefinição do grupo de Casagrande sobre o segundo candidato deixou espaço para o crescimento de outras frentes, diga-se de passagem.
Tudo em aberto III
Nesse sentido, quem vem se destacando nas pesquisas são Sergio Meneguelli (PSD) e Paulo Hartung (PSD). O senador Fabiano Contarato (PT) também aparece no páreo, o que demonstra a presença petista na disputa.
Tudo em aberto IV
Também é preciso começar a observar mais atentamente o desempenho da ex-senadora Rose de Freitas (MDB), que tende a ser a segunda candidata do grupo governista. Por ora, ela vem patinando.
Diminuição dos polos
Há ainda um ponto a ser verificado, voltando à pesquisa para o governo: a redução da presença dos grupos que representam a polarização. Helder Salomão (PT) ficou com 6,89%, enquanto Magno Malta (PL) registrou 9,17%.
Centro-direita capixaba
Nesse sentido, consolida-se o cenário de centro-direita dominando os flancos da política capixaba, claro, com algumas exceções.