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Contarato abre Sabatina do Grupo Sim com críticas à polarização

Contarato abre Sabatina do Grupo Sim com críticas à polarização

Por Josue de Oliveira / SIM NOTÍCIAS / Foto-legenda: O senador Fabiano Contarato foi o primeiro entrevistado da Sabatina com os candidatos ao Senado / Crédito: Foto: Josué de Oliveira / Arte: IA

Fabiano Contarato (PT) foi o primeiro entrevistado da série de sabatinas no Grupo Sim

O senador Fabiano Contarato (PT) foi o primeiro entrevistado da série de sabatinas com os candidatos ao Senado nas eleições deste ano, realizada pelo Grupo Sim, com transmissão em conjunto por um pool de veículos de comunicação do Grupo Sim. A operação reuniu TV SIM SBT, TV Foz, Record News ES, Rádio SIM Prime Itatiaia e SIM Notícias, integrando equipes, conteúdo e distribuição em uma ampla cobertura jornalística.

Durante a entrevista, Contarato respondeu a perguntas sobre segurança pública, economia, custo de vida, taxação de grandes fortunas, maioridade penal e sua atuação no Senado, além de falar sobre os investimentos e recursos destinados ao Espírito Santo ao longo de seu mandato. Além disso, criticou a polarização política e fez comparações do Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Veja abaixo os temas abordados durante a sabatina

Maioridade penal

Contarato afirmou que defende a mudança desde 2019, mas explicou que não apoia a redução da maioridade penal porque ela está prevista na Constituição como direito fundamental e, portanto, seria uma cláusula pétrea. Como alternativa, propõe alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente para aumentar o período máximo de internação de três para até dez anos nos casos de atos infracionais praticados com violência grave, ameaça ou equiparados a crimes hediondos. Ele também explicou que o projeto prevê tratamento separado para jovens que completarem 18 anos durante a internação, sem encaminhá-los para presídios comuns.

Polarização política

Contarato disse ter tranquilidade em relação ao trabalho realizado no Senado e destacou o envio de aproximadamente R$ 3 bilhões em emendas para o Espírito Santo, destinados principalmente à saúde, educação e infraestrutura. Citou leis de sua autoria relacionadas a crimes de trânsito, corrupção, piso da enfermagem e à Festa da Penha. Também destacou sua trajetória como filho de motorista de ônibus e estudante da rede pública. Para ele, o eleitor deve avaliar as entregas do mandato e não apenas a polarização política ou a filiação partidária. “A polarização só quem perde é a sociedade”.

Impactos da economia

Contarato destacou sua atuação na reforma tributária e, principalmente, sua articulação para tentar preservar as regras dos royalties do petróleo para os estados produtores. Também citou sua participação na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e relatou ter atuado para aprovar um empréstimo de aproximadamente US$ 200 milhões para a Serra, destinado à mobilidade urbana. Ele defendeu uma política baseada na negociação e na capacidade de construir acordos mesmo com adversários políticos quando houver interesse público.

Segurança pública

Contarato defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, com maior integração entre as instituições e fortalecimento da inteligência. Também afirmou que é necessário aumentar os recursos destinados à segurança pública. Defendeu ainda a participação de guardas municipais e agentes de trânsito, argumentando que esses profissionais também atuam em situações relacionadas à segurança. Segundo ele, é necessário superar disputas entre instituições e melhorar a qualificação, estrutura e equipamentos oferecidos aos agentes.

Custo de vida e endividamento

Contarato comparou a situação atual com o governo Bolsonaro e afirmou que, durante a pandemia, houve aumento da vulnerabilidade social, com a população disputando osso em supermercado. Citou como avanços do governo Lula a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o programa Pé-de-Meia. Defendeu também a taxação de grandes fortunas, bilionários, bancos e empresas de apostas como forma de aumentar a arrecadação e financiar políticas públicas. Para ele, o governo deve priorizar medidas que beneficiem principalmente a população mais pobre.

Taxação das grandes fortunas

Contarato afirmou que esse argumento representa uma “política do medo” e comparou a discussão com antigas críticas feitas à criação de direitos trabalhistas como por exemplo ao direito das mulheres a licewnça maternidade. saiu do mapa da fome, reduziu a desiculgado, menor idnice de desembro, o que temos que fazer é uma faxina mora

Disse que o Brasil possui uma economia forte, mas precisa reduzir desigualdades. Também criticou os chamados supersalários no serviço público e defendeu uma maior distribuição da riqueza, afirmando que é necessário combater situações em que pessoas recebem remunerações muito elevadas enquanto trabalhadores vivem com o salário mínimo.

Quem é o candidato Fabiano Contarato:

Fabiano Contarato é natural de Nova Venécia, no Espírito Santo. Professor e delegado da Polícia Civil aposentado, atuou durante 27 anos na corporação, sendo 14 deles na Delegacia de Delitos de Trânsito.

Em 2018, foi eleito senador da República em sua primeira disputa eleitoral. Ao longo do mandato, teve atuação relacionada ao combate à corrupção e aos privilégios, à segurança no trânsito, à inclusão social e à defesa dos direitos humanos.

É autor de seis leis em vigor e agora busca um novo mandato no Senado. Seus suplentes são Evani Reis e Neio Lúcio.

Contarato abre Sabatina do Grupo Sim com críticas à polarização

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