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Apoio informal do PT a Casagrande no ES já estava escrito nas estrelas

Apoio informal do PT a Casagrande no ES já estava escrito nas estrelas

Por Letícia Gonçalves / A GAZETA / Fot-legenda: O ex-governador Renato Casagrande na convenção estadual do PSB / Crédito: Leticia Orlandi

O primeiro voto dos petistas para o Senado vai para Fabiano Contarato. O segundo, para o ex-governador. Socialista, entretanto, já tem outro nome no palanque

O Partido dos Trabalhadores, leia-se a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, declarou com todas as letras que apoia a eleição do ex-governador Renato Casagrande (PSB) ao Senado.

O endosso é informal, já que PSB e PT não integram a mesma coligação. Os petistas lançaram o deputado federal Helder Salomão na corrida pelo governo do Espírito Santo, enquanto Casagrande é o principal cabo eleitoral da reeleição de Ricardo Ferraço (MDB).
A federação bateu o martelo sobre apoiar o ex-governador em reunião realizada na segunda-feira (10). Mas essa pedra foi cantada há muito mais tempo. Era algo previsível.
Em março, o presidente estadual do PT, João Coser, afirmou que eleger Casagrande ao Senado era uma prioridade para o partido.

Em nota divulgada na segunda, a Executiva estadual do PT reafirmou “seu compromisso prioritário pela reeleição do senador Fabiano Contarato”.
Contarato é, digamos, a prioridade número um dos petistas.
Mas duas vagas estão em disputa para o Senado este ano.
“Considerando que, nesta eleição, serão eleitos dois senadores, e considerando a Coligação Nacional entre o PT e o PSB, a Executiva do PT-ES deliberou por indicar apoio ao nome de Renato Casagrande (PSB) para segunda vaga ao Senado”, diz a nota.
Além das declarações pró-Casagrande concedidas meses atrás por integrantes do PT capixaba, outro sinal que indicou a iminente parceria entre os dois foi o fato de o ex-governador ter dito: “Meu candidato à Presidência é o Lula”.
No palanque de Ricardo, o presidente da República não tem vez e voz por meio do próprio candidato ao governo, mas os aliados do emedebista que fazem parte do PSB e do PDT, por exemplo, devem trabalhar pela reeleição de Lula.
Casagrande e o PT têm proximidade no Espírito Santo, embora nem sempre estejam do mesmo lado, oficialmente, nas eleições.
Em 2018, por exemplo, o Partido dos Trabalhadores lançou candidatura própria ao governo, Jack Rocha, contra Casagrande.
Mas em 2022 a Federação Brasil da Esperança participou da ampla coligação que elegeu o socialista para o Palácio Anchieta.
Naquele ano, inclusive, o PT retirou Contarato da corrida para apoiar Casagrande.
Depois, o partido integrou o primeiro escalão da gestão estadual, na Secretaria de Esportes, comandada pelo ex-deputado estadual José Carlos Nunes até o final de março de 2026.
 
RE, RI, RO
Agora, só tem uma questão.
O PT tem apenas um candidato ao Senado, Contarato. Logo, há o espaço para o apoio, ainda que informal, a outro nome.
Mas no palanque de Ricardo, do qual Casagrande é peça fundamental, as duas vagas estão ocupadas.
O primeiro voto do ex-governador para o Senado, obviamente, vai para ele mesmo.
O segundo, em tese, é da ex-senadora Rose de Freitas (MDB).
Euclério Sampaio, Ricardo Ferraço, Renato Casagrande, Rose de Freitas e Camillo Neves na convenção estadual do MDB

Euclério Sampaio, Ricardo Ferraço, Renato Casagrande, Rose de Freitas e Camillo Neves na convenção estadual do MDBInstagram/@renatocasagrande

 

Ricardo e Casagrande apoiam, oficialmente, a ex-parlamentar.
Logo, o socialista não pode retribuir o apoio do PT pedindo votos para Contarato como segundo candidato ao Senado. Ao menos não abertamente.

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