Por Letícia Gonçalves / A GAZETA / Foto: Divulgação / Arte: IA
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), quer indicar o vice na chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato à reeleição. Arnaldinho é presidente estadual do PSDB e, ao final da convenção do partido, na noite de quarta-feira (29), afirmou à coluna que vai sugerir o nome de algum correligionário.
“Temos esse pleito, vamos colocar o nome. Ricardo vai ter a oportunidade de entender o que é melhor, o que vai completar o projeto político dele”, afirmou.
Só não disse quem.
“É uma escolha muito pessoal, mas também é uma escolha de composição, e ele vai ter a oportunidade, em breve, de ter um nome do PSDB”, Arnaldinho Borgo (PSDB) Prefeito de Vila Velha
“Não definimos ainda (o nome em questão), mas vamos indicar”, completou.
A esta altura do campeonato, não há chances reais de os tucanos conseguirem compor a chapa de Ricardo.
Já há muita gente na fila.
E o PSDB não tem quadros competitivos para montar uma chapa de candidatos a deputado federal e nem ao menos uma chapa completa de estadual.
Teria um possível vice com estatura para concorrer a uma vaga tão disputada entre aliados de Ricardo? A ver.
A convenção chancelou o apoio a Ricardo na corrida pelo governo, ao ex-governador Renato Casagrande (PSB) como candidato ao Senado e lançou candidatos do PSDB à Assembleia Legislativa, apenas.
São 23 candidatos a deputado estadual. Uma chapa completa teria 31.
QUASE
O prefeito de Vila Velha quase foi candidato ao Palácio Anchieta, mas não conseguiu se viabilizar no grupo de Ricardo e Casagrande.
E tampouco no palanque do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), que é pré-candidato ao comando do Executivo estadual.
Decidiu, portanto, desistir de aparecer nas urnas e apoiar Ricardo.
Quando o destino eleitoral de Arnaldinho ainda era uma incógnita, o nome dele chegou a ser ventilado como possível vice do emedebista.
Ao menos era por isso que alguns ricardistas e casagrandistas torciam.
Mas o prefeito sempre rejeitou tais investidas.
Ele avaliou, provavelmente, que não valia a pena renunciar ao mandato atual para ser candidato a vice.
O risco era grande e o resultado, incerto.
Ser candidato ao governo também envolveria um risco, mas a recompensa seria maior, se fosse vitorioso nas urnas.
Como decidiu não disputar nenhum cargo e permaneceu na prefeitura, agora o tucano não tem como voltar atrás.
Prefeitos que tinham a intenção de concorrer em 2026 deveriam ter renunciado aos atuais mandatos até o início de abril, como fez Pazolini.
Quem ficou na cadeira não pode mesmo mais ser candidato a nada, a lei eleitoral proíbe.
Logo, o nome que Arnaldinho vai indicar para a vice de Ricardo sob hipótese alguma vai ser o do próprio prefeito de Vila Velha.


