Por Vitor Seta / O GLOBO
Ex-jogador passou mal de forma repentina nesta madrugada; Carreira foi marcada por passagens pelo cruz-maltino, pela seleção brasileira e por clubes de sua terra natal
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Geovani com a camisa do Vasco em clássico contra o Fluminense, em 1993 — Foto: Julio Cesar Guimarães / Agência O Globo
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Em fevereiro, foi homenageado pelo Vasco antes do confronto entre o cruz-maltino e o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca, que foi disputado em Cariacica-ES.
— Fico feliz, né? Porque quando você é homenageado vivo é bem melhor. Tive problemas de saúde, pensei que não ia passar desse ano, mas passei e se eu estou vivo é pra comemorar — disse ele, na ocasião, ao receber placa do amigo e atual presidente do Vasco, Pedrinho.
Classe, camisa 8 e seleção brasileira
Dono de um estilo de drible e condução de bola com muita classe, muitas vezes descrito como se “deslizasse” em campo, e de ótima visão de jogo, Geovani chamou atenção da elite do futebol brasileiro desde muito cedo. Começou nas categorias de base da Desportiva Ferroviária, de Cariacica, pela qual foi campeão estadual em 1980, ano em que completaria 17 anos.
Em 1982, já estava no Vasco, pelo qual se eternizaria no futebol brasileiro. No clube, ganhou o apelido de “Pequeno Príncipe”, em referência ao livro homônimo de Antoine de Saint-Exupéry, lançado em 1943. Foram três passagens por São Januário (1982 a 1989, 1991 a 1993 e 2005). A primeira foi a mais marcante.
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Geovani e Romário em São Januário, em 1989 — Foto: Jorge Marinho / Agência O Globo
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Roberto Dinamite e Geovani em treino do Vasco, em 1985 — Foto: Anibal Philot / Agência O Globo
Atuou com Roberto Dinamite e Romário e fez partes dos inesquecíveis times da década de 1980. Nela, conquistou os Campeonatos de 1982, 1987 e 1988. Na segunda passagem, integrou os times campeões estaduais de 1992 e 1993. Com 408 jogos e 49 gols pelo clube, eternizou a camisa 8 antes de outro ídolo, Juninho Pernambucano, vesti-la.
O Pequeno Príncipe ainda faria carreira de destaque nas categorias de base e na seleção brasileira principal. Disputou os Mundiais sub-20 de 1981 e 1983. No segundo, foi campeão, artilheiro (6 gols) e autor do gol da vitória na final contra a Argentina (1 a 0), em time que tinha também nomes como Bebeto, Mauricinho, Jorginho e Dunga.
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Geovani (dir.), ao lado de Bonifácil, comemorando título, bola de ouro e chuteira de ouro do Mundial sub-20 de 1983 — Foto: Hipolito Pereira/Agência O Globo
Cinco anos depois, já com 25 anos, foi medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul em time com Taffarel, Romário, Bebeto e Careca. Ainda integrou o elenco campeão da Copa América de 1989, no Brasil.
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Ao lado do amigo Roberto Dinamite (dir.), Geovani eternizou os pés na calçada da fama do Maracanã em 2008 — Foto: Alexandre Cassiano
Retorno ao futebol capixaba
Entre as curtas passagens pelo futebol estrangeiro (México, Alemanha e Itália), destaca-se a experiência de Geovani no Bologna, da Itália. Por lá, fez 27 jogos e marcou dois gols, mas se tornou um jogador querido pela torcida, a ponto de ser convidado a eventos do clube.
Já nos últimos anos de carreira, rodou por clubes de menor expressão, muitos deles do Espírito Santo. Um dos maiores talentos já revelados no estado, atuou pelos capixabas Rio Branco (duas vezes), Desportiva (em mais duas passagem), Serra, Tupy e Vilavelhense. Encerrou a carreira em 2002, aos 38 anos.
Fora dos campos, foi deputado estadual pelo Espírito Santo entre 2002 e 2006 e chegou a ser assessor parlamentar do governo no ano seguinte. Desde então, vinha participando de projetos e eventos relacionados ao esporte no seu estado.




