Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Mary Martins
A rede municipal de ensino de Vitória vai iniciar o ano letivo de 2026 com 50 escolas funcionando em regime de tempo integral. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pelo prefeito, Lorenzo Pazolini (Republicanos), em cerimônia que reuniu secretários municipais, a secretária de Educação, Juliana Rohsner Vianna Toniato, e diretores escolares. As aulas começam no dia 14 de fevereiro.
Com a ampliação, o número de unidades em tempo integral na capital capixaba salta de 41 para 50, consolidando um avanço iniciado em 2021, quando apenas quatro escolas ofereciam essa modalidade. Hoje, metade das escolas da rede municipal funciona com jornada ampliada, de nove horas diárias, atendendo crianças desde os seis meses de idade, na educação infantil, até o 9º ano do ensino fundamental.

Ela destacou que o modelo adotado pela capital vai além da simples ampliação do tempo de permanência do aluno na escola. “Hoje não existe mais essa separação entre aula pela manhã e contraturno à tarde. É o mesmo professor que permanece nove horas com a criança, explorando habilidades cognitivas, físicas, motoras e socioemocionais”, disse.
De acordo com a secretária, a experiência de Vitória tem chamado atenção fora do país. “No ano passado, recebemos uma comitiva da América Latina, com governadores e ministros, que vieram conhecer o tempo integral de Vitória. Isso mostra que não é qualquer modelo. É um currículo mais atrativo, envolvente, com as crianças como protagonistas”, afirmou.
Para o prefeito Lorenzo Pazolini, a ampliação do ensino em tempo integral tem impacto direto não apenas na educação, mas também em outras áreas da vida urbana. “Isso tem a ver com a vida de toda a sociedade. Não por acaso, nos territórios onde a escola integral chegou, tivemos uma redução sistemática dos índices de violência”, disse. Segundo ele, a cidade registrou, nos últimos dois anos, uma queda de 35% nas mortes violentas, alcançando o menor número da série histórica.
“O grande diferencial é a integração das políticas públicas. Não levamos só a guarda municipal, mas também cultura, arte, esporte e educação. E não qualquer educação: uma escola em tempo integral que oferece nove horas diárias de atividades e transforma os territórios”, afirmou Pazolini.
O prefeito também citou avanços em indicadores educacionais. “Vitória tinha apenas 28% das crianças alfabetizadas no tempo certo, até o segundo ano do ensino fundamental. Hoje, já chegamos a 82%. Estamos rompendo ciclos de violência e ampliando oportunidades, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade social”, disse.
Segundo a prefeitura, os investimentos incluem a climatização das escolas, a reformulação das salas de aula, melhorias na ambiência escolar e atenção à alimentação. “A merenda escolar de Vitória é referência nacional, balanceada, sem produtos ultraprocessados, garantindo grande parte das necessidades nutricionais diárias dos estudantes”, afirmou o prefeito.
Novas escolas de tempo integral em 2026
As nove unidades que passarão a ofertar o regime de tempo integral a partir deste ano letivo são:
- EMEF Juscelino Kubitschek de Oliveira (Maria Ortiz)
- EMEF Octacílio Lomba (Maruípe)
- EMEF João Bandeira (Consolação)
- EMEF Vercenílio da Silva Pascoal (Joana D’Arc)
- CMEI Ana Maria Chaves Colares (Jardim Camburi)
- CMEI Darcy Vargas (Santo Antônio)
- CMEI Georgina da Trindade Faria (São José)
- CMEI Nelcy da Silva Braga (Maruípe)
- CMEI Geisla da Cruz Militão (Nova Palestina)
Com a ampliação, a Prefeitura de Vitória passa a ofertar ensino em tempo integral em todas as regiões da cidade.