Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
Antigos companheiros de federação União Progressista, que reúne União Brasil e Progressistas, os deputados federais Da Vitória (Progressistas) e Evair de Melo (Republicanos) travam uma disputa nos bastidores visando à eleição deste ano.
Na teoria, ambos são pré-candidatos à reeleição para a Câmara dos Deputados. Na prática, carregam o desejo de chegar ao Senado.
Por mais que tenham grande afinidade, agora representam, de fato, espectros distintos quanto à gestão do Palácio Anchieta. Da Vitória está ao lado do governador Ricardo Ferraço (MDB); Evair, por sua vez, integra o grupo de Lorenzo Pazolini (Republicanos).
Os dois seguem de olho em uma vaga ao Senado que contemple mais um nome da direita. Ao que tudo indica, a primeira cadeira da principal Casa do Congresso deverá ser do ex-governador Renato Casagrande (PSB). A outra está em aberto, com um cardápio amplo de postulantes, da esquerda à direita, oferecendo diversas opções ao eleitor.
Sob o ponto de vista eleitoral, a reeleição é muito mais simples para ambos. As chapas estão estruturadas, a contagem os favorece e, além disso, o fato de possuírem mandato os coloca à frente dos adversários. Ainda assim, há sonhos e pretensões.
Nenhum dos dois esconde a vontade de, um dia, chegar ao Senado. No entanto, uma candidatura majoritária envolve entendimentos, acordos e a necessária pavimentação de caminhos.
Para Evair, a consolidação de um eventual apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro seria fundamental para suas pretensões, além de outros alinhamentos, como a manutenção da candidatura de Sergio Meneguelli (PSD) ao Senado.
Já para Da Vitória, a construção de uma aliança com Casagrande e Ricardo, na qual possa se destacar e contar com o suporte da máquina, é crucial para seus movimentos.
Mais do que isso, ambos têm a missão de conquistar um eleitorado com o qual se identificam: de centro e de direita, alinhado ao bolsonarismo e ao conservadorismo.
Dessa forma, os antigos aliados, hoje em campos distintos dentro do Estado, buscam bases para sustentar seus projetos políticos. Na prática, como já dito, a missão é a reeleição. Mas, como ensina o samba-enredo, sonhar não custa nada.

