Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
As eleições majoritárias para o governo só acontecem daqui a um ano e meio. No entanto, o que se observa é um acelerado processo de construção de parcerias e o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), segue, até o momento, firme em colocar como seu sucessor o vice Ricardo Ferraço (MDB).
Dito isto, a mais recente pesquisa de ES Hoje sobre intenções de votos ao governo do Estado, publicada na última sexta-feira (11), mostra alguns trunfos que podem ajudar na manutenção do grupo no Palácio Anchieta.
Inegavelmente, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), é o líder no recall e isso vem se mantendo ao longo dos últimos levantamentos, tendo direito até a sombra do ex-governador Paulo Hartung (a caminho do PSD).
Ocorre que, num cenário sem Hartung na corrida, todos os que estão atrás de Pazolini são atores endossados pelo Palácio Anchieta: Sergio Vidigal (PDT), Arnaldinho Borgo (sem partido), Ricardo Ferraço (MDB), e Euclério Sampaio (MDB). Num panorama mais otimista, votos a essas figuras poderiam ser aglutinados para quem for o escolhido do grupo.
Chama a atenção ainda que 42,5% dos entrevistados disseram que votariam com certeza em alguém indicado por Casagrande e outros 41,5% afirmaram que dependeria do candidato. Logo, é preciso ter uma escolha muito precisa, visto que em todos os cenários, no atual momento, Pazolini, se de fato for mesmo para a disputa, se sagraria vencedor no segundo turno, em 2026.
Nas devidas proporções, considerando os números da pesquisa, Casagrande terá missão parecida com a de Vidigal, no ano passado, na qual foi bem-sucedido em tornar Weverson Meireles (PDT) seu sucessor na Serra. Inegavelmente, será preciso andar muito, passar confiança e aglutinar forças para que o projeto liderado pelo governador se mantenha. Uma vantagem já existe: a máquina está com o time do socialista.