Por Danieleh Coutinho / ES HOJE / Foto: Divulgação
Com as investidas do MDB na participação da sigla em chapa de reeleição do presidente da República, Lula da Silva (PT), a candidatura de governador de Ricardo Ferraço (MDB) poderá ter novos contornos. Primeiro nome do grupo do governador do Espírito Santo a ser lançado ao crivo do mercado político, Ricardo não está alinhado com o Partido dos Trabalhadores.
E, ao contrário, os petistas capixabas não têm alinhamento com Ricardo Ferraço. Enquanto senador, o atual vice-governador foi à favor do impeachment de Dilma Rousseff e sua entrada na chapa de reeleição de Renato Casagrande em 2022 foi um aceno mais à direita, uma vez que PSB de Casagrande e PT de Lula, nacionalmente, já têm afinamento histórico.
Em fevereiro o ministro dos Transportes Renan Filho anunciou as investidas, contudo, esse é um tema ainda a ser bastante discutido no partido. Lideranças partidárias têm dito reservadamente que, dado que diretórios importantes do partido no Sul e no Sudeste tendem a se opor a uma nova aliança com Lula, o presidente só garantiria um apoio partidário se o lugar de vice ficasse com um emedebista.
Quais caminhos?
Ainda não é martelo batido a candidatura de Ricardo Ferraço à sucessão de Renato Casagrande. No grupo há outros nomes se movimentando, como do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio – hoje também filiado ao MDB – e segundo o mercado político, o do secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado e ex-prefeito de Serra, Sérgio Vidigal (PDT). Mas, se concorrer, por onde Ricardo concorreria? Provavelmente não seria pelo MDB.
Aliados do vice-governador, que vem a ser presidente estadual do MDB, já discutem a situação.
Apesar de mais distante do Governo Renato-Ricardo, o deputado federal Gilson Daniel, presidente do Podemos, já acenou com a porta aberta. A interlocutores, Gilson já teria enviado mensagem para Ricardo para tratar desse assunto, sobretudo, pelo crescimento que o partido teve nas últimas eleições.
Em seu histórico político-partidário, Ricardo já foi filiado a Democratas (partido que se fundiu ao PSL e originou o União Brasil), PSDB, MDB, PTB e PPS (que hoje é o Cidadania).