Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
A ex-senadora Rose de Freitas (MDB) se articula para voltar às urnas em 2026. Após a derrota nas eleições de 2022, ela aposta nos arranjos nacionais para se credenciar como o nome do partido na disputa por uma vaga no Senado.
Rose integra a mesma legenda de Ricardo Ferraço (MDB), que, por sinal, preside o diretório estadual. O MDB também abriga o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), outro postulante à principal Casa do Congresso.
A emedebista não se afastou da política nos últimos anos. Desde 2023, ocupa um cargo de assessoria no Senado e é bastante respeitada pelo presidente da Casa, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil/AP). É justamente esse capital político que, segundo os bastidores, Rose pretende usar para respaldar seu movimento.
A estratégia, contudo, envolve custos e exige fôlego financeiro do MDB no Espírito Santo. Já é dado como certo (salvo uma guinada surpreendente) que o partido terá Ricardo como candidato ao governo do Estado, com amplo apoio do governador Renato Casagrande (PSB). O ponto central passa a ser outro: o MDB também entrará na disputa pelo Senado? E, sobretudo, como equilibrar as contas com duas campanhas reconhecidamente caras?
Euclério intensificou, desde o ano passado, suas movimentações públicas para se viabilizar. Rose, por sua vez, adotou uma postura mais discreta, concentrando articulações em Brasília. Mantidas as pretensões de ambos, o desfecho tende a ser inevitável: um deles terá de buscar outro caminho partidário. Caberá a Ricardo administrar esse impasse, de modo a não comprometer sua própria corrida ao Palácio Anchieta.
Casagrande aparece como favorito para uma das cadeiras do Senado, caso confirme candidatura. A segunda vaga, entretanto, segue aberta e cercada de incógnitas. Nesse cenário, Rose de Freitas desponta como um nome a ser observado de perto, apoiada em suas relações nacionais para tentar voltar ao centro do jogo político.