Por Vitor Vogas / SIM NOTÍCIAS / Foto-Destaque: Coronel Ramalho / Crédito: Hélio Filho
Coronel: “Nunca cogitei sair do Republicanos”. E mais: o substituto de Ramalho na Secretaria de Meio Ambiente; Pablo Muribeca e Denninho tomam decisões importantes. Allan Ferreira também
O coronel da reserva da PMES Alexandre Ramalho pediu exoneração do cargo de secretário de Meio Ambiente de Vitória. O anúncio da saída foi feito no fim da tarde desta segunda-feira (9) pelo prefeito Lorenzo Pazolini, em suas redes sociais. Ramalho entrega o cargo, em entendimento com Pazolini, para ser candidato a deputado federal pelo grupo político do prefeito e pelo mesmo partido, o Republicanos.
Segundo Ramalho, seu substituto à frente da secretaria será Anderson Barbosa, até então subsecretário de Fiscalização na mesma pasta. Anderson foi indicado por Ramalho e é um antigo e leal assessor do coronel. A exoneração do agora ex-secretário e a nomeação do substituto saíram no Diário Oficial de Vitória nesta tarde.

Ainda não se sabe se o novo secretário será mantido por Cris Samorini (PP) quando a vice-prefeita se tornar prefeita, no dia 4 de abril.
No Instagram, ao lado de Ramalho, Pazolini publicou um vídeo em que agradeceu ao coronel e disse: “Nossa vida é feita através de ciclos e sonhos. E hoje o Coronel Ramalho está encerrando um ciclo na Prefeitura de Vitória, para uma nova jornada, um novo sonho e um novo desafio”.
O “novo desafio” é a nova candidatura do coronel a deputado federal. Para ser candidato, ele teria de se desincompatibilizar do cargo de secretário municipal até o dia 4 de abril. O agora ex-secretário confirmou à coluna por que decidiu antecipar um pouco a saída:
“Agora vou ficar mais solto para percorrer o Estado, preparar minha candidatura e participar de atividades em outros horários. Como secretário, você fica muito preso à agenda da secretaria”.
Ramalho se desliga da Secretaria Municipal de Meio Ambiente após pouco menos de um ano no cargo.
Ramalho: “Nunca cogitei sair do Republicanos”
Ramalho foi comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) em 2018 e secretário estadual de Segurança Pública por dois períodos, durante governos de Renato Casagrande (PSB): de abril de 2020 a abril de 2022 e de janeiro de 2023 a janeiro de 2024, totalizando cerca de três anos à frente da pasta.
Em 2022, foi candidato a deputado federal pelo Podemos, dentro da coalizão de apoio a Casagrande. Com cerca de 33 mil votos, não conseguiu se eleger.
Nas últimas eleições municipais, em 2024, o coronel foi candidato a prefeito de Vila Velha pelo Partido Liberal (PL), numa campanha que marcou seu rompimento político com o grupo liderado por Casagrande. Foi um férreo adversário político e eleitoral do prefeito Arnaldinho Borgo, então um aliado do governo Casagrande.
Em março de 2025, Ramalho aceitou convite de Pazolini para assumir a Secretaria de Meio Ambiente de Vitória. Para isso, saiu do PL (que não queria entrar na gestão de Pazolini) e se filiou ao Republicanos. Tudo foi costurado pelo presidente do partido do prefeito, o ex-deputado estadual Erick Musso.
Desde então, Ramalho entrou de cabeça no projeto do Republicanos, que visa eleger Pazolini governador do Espírito Santo.
Entretanto, com a aliança anunciada em fevereiro entre Pazolini e Arnaldinho – desafeto público de Ramalho –, passaram a circular especulações e interrogações quanto à permanência do coronel no Republicanos e no projeto eleitoral do prefeito de Vitória.
À coluna, nesta segunda-feira, ele negou que tenha sequer considerado pular fora.
“Em momento algum cogitei isso. Estou no projeto coordenado pelo Erick Musso, compondo a chapa de pré-candidato a deputado federal, com total apoio ao Pazolini.”