Notícias

[wpadcenter_ad id=8039 align='none']

Quem são os cotados para vice na chapa de Ricardo Ferraço à reeleição

Quem são os cotados para vice na chapa de Ricardo Ferraço à reeleição

Por Vitor Vogas / SIM NOTÍCIAS / Foto-legenda: Da esquerda para a direita: Capitã Andresa, Ricardo Ferraço, Serginho Vidigal e Capitã Estéfane

Idade, origem, religião, gênero, partido político, currículo, inserção nas redes sociais… Quem é que preenche todos os pré-requisitos para “dar” um bom companheiro (ou companheira) de chapa para atual governador em agosto?

 

Quem é o atual vice-governador de Ricardo Ferraço (MDB)? Resposta fácil: não existe. Ricardo era o vice de Casagrande. Com a renúncia deste, foi promovido a governador, abrindo-se a vacância do cargo de vice. Hoje, o primeiro na linha sucessória é o presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, Marcelo Santos. Mas não é disso que queremos tratar aqui.

O cerne desta análise não é o vice de Ricardo no presente, mas num futuro próximo: quem será seu companheiro de chapa, seu candidato a vice-governador, na campanha eleitoral que começará em agosto?

No dia 30 de março, publicamos aqui: o prefeito de Viana, Wanderson Bueno (Podemos), seria um nome fortíssimo, que preenchia quase todos os pré-requisitos buscados por Ricardo e seu staff, despertando o entusiasmo de alguns de seus aliados. Só tinha um pequeno porém: para isso, ele precisava renunciar ao cargo até 4 de abril. Não rolou. Nunca chegou a haver convite concreto para Wanderson. Ele continua prefeito de Viana e, assim, está “eliminado”.

Mas candidatos, ou melhor, cotados, é o que não falta neste jogo. A busca passará por uma série de condicionantes. Por isso vamos a elas, antes de passarmos aos nomes.

OS PRÉ-REQUISITOS

A escolha de um companheiro ou companheira de chapa costuma levar em conta uma combinação de variáveis. Mas, via de regra, parte das seguintes perguntas, que marqueteiros, consultores, estrategistas políticos e dirigentes procuram responder:

Quais são os eventuais pontos fracos do titular da chapa? Onde e junto a quais segmentos ele não vai tão bem? Quais são as características importantes que ele não possui, os atributos de que carece e que poderiam ser supridos por um companheiro de chapa que os tenha?

No caso de Ricardo, o que nós podemos destacar? O “perfil de vice ideal” traçado para ele reúne pelo menos seis pré-requisitos. Wanderson, incrivelmente, quase “fecha o gabarito”:

Grande Vitória

Ricardo precisa “avançar” na Grande Vitória. Notoriamente, ele tem alta densidade eleitoral no interior, não só pelos anos de atuação como secretário estadual de Agricultura, vice-governador, senador etc., mas principalmente porque municípios menores são muito dependentes dos investimentos diretos do Governo do Estado.

Um vice da Grande Vitória o ajuda a se fortalecer na Região Metropolitana.

Juventude

Segundo a lógica do “equilíbrio”, é fundamental para Ricardo ter um companheiro de chapa moço (e com cara de “bom moço”), ou moça, como um “antídoto”, segundo uma fonte, visando minorar um ativo que um dos seus principais concorrentes carrega: Pazolini só tem 43 anos, enquanto Ricardo tem 62.

Religião evangélica

Ricardo é católico. Com o crescimento da população evangélica e seu peso mais relevante a cada dois anos na definição dos pleitos eleitorais, é oportuno que seu vice seja de alguma denominação evangélica.

Gestor público testado… e aprovado pelo povo

Não chega a ser um fator essencial, mas será um bônus interessante se o vice ainda tiver experiência comprovada como gestor público e se tiver resultados a mostrar, provando que não é “só um rostinho jovem e bonito”.

Conversar melhor com o eleitorado feminino

Aqui, obviamente, o ideal na verdade é ter uma vice mulher, que dê maior leveza à chapa de Ricardo e atraia o voto do eleitorado feminino – que corresponde a mais da metade.

A questão partidária

Por sua importância na coligação em construção em torno de Ricardo, dificilmente o lugar de vice deixará de ficar com uma dessas duas forças partidárias: Podemos ou Federação União Progressista (União Brasil com Progressistas/PP).

OS ATUAIS COTADOS

Capitã Andresa (PP)

Com 39 anos (completados nesta quarta-feira), a jovem oficial dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (BMES) está filiada ao PP e, a princípio, é pré-candidata a deputada estadual. Foi candidata a vice-governadora ao lado de Audifax Barcelos em 2022, pelo Solidariedade.

A prioridade, no caso, seria conferir à chapa de Ricardo equilíbrio de gênero, atraindo o voto feminino, além de dar destaque a uma agente de segurança pública – o que realçaria o discurso de compromisso com a área. Mas a atual gerente de Integração Comunitária e Institucional da Sesp aporta outros atributos.

Sem nunca ter exercido mandato eletivo, Andresa é um rosto bastante conhecido pela população capixaba. Por mais de três anos, atuou como porta-voz dos BMES, concedendo centenas de entrevistas em nome da corporação, onde está há 17 anos.

Além disso, nos últimos anos, firmou-se como fenômeno de popularidade nas redes sociais, outro território em que Ricardo precisa ganhar terreno. Sim, dando “dicas que salvam vidas”, a capitã é uma autêntica influencer. Só no Instagram, ela hoje contabiliza 706 mil seguidores. Para se ter uma ideia, Ricardo, o governador do Estado, tem 82 mil.

Andresa é notoriamente bolsonarista, o que pode ajudar Ricardo a conquistar votos desse filão do eleitorado. Para completar o pacote, é evangélica.

Por fim, chamou muito a atenção um post que ela fez no fim de março, com quase 3 mil curtidas, parabenizando Ricardo pela iminente posse e o enchendo de elogios.

 

 

Reparem que ela usou até o slogan de Ricardo: “O Espírito Santo é o Brasil que dá certo”.

Patrícia Crizanto (União)

Mulher, negra, jovem (42 anos), dona de uma história de superação, a vereadora de Vila Velha está encerrando seu terceiro mandato na Câmara Municipal.

Recém-filiada ao União Brasil, ela a princípio é pré-candidata a deputada federal.

Capitã Estéfane (Podemos)

Mulher, negra, ainda mais jovem (35 anos), também dona de uma história de superação, foi vice-prefeita de Vitória no primeiro governo de Lorenzo Pazolini (Republicanos), de 2021 a 2024.

Filiada ao Podemos desde 2024, ela também, a priori, é pré-candidata a deputada federal. Assim como Andresa, tem ligação com uma força militar: chegou bem jovem à patente de capitã da PMES, mas, por ter sido vice-prefeita, foi também bem jovem para a reserva remunerada.

Sua eventual entrada na chapa de Ricardo poderia ser entendida como um “tapa de luva” em Pazolini. Ele e Estéfane tiveram desentendimentos políticos, e o então prefeito de Vitória relegou sua então vice-prefeita ao ostracismo, sem espaço na gestão municipal.

Serginho Vidigal (Podemos)

O filho caçula de Sérgio Vidigal (PDT) tem a juventude, a cara de “bom moço”, é evangélico e vem do maior município da Grande Vitória, a Serra. Nunca foi candidato e não tem a menor experiência como gestor público, mas, se quiserem priorizar a ideia de “renovação”, o oftalmologista é uma opção a considerar.

Em março, Serginho filiou-se ao Podemos. A princípio, entrou para ser candidato a deputado federal.

Gilson Daniel (Podemos)

Apesar da longa experiência (dois mandatos de prefeito de Viana e um de deputado federal), o presidente estadual do Podemos ainda é jovem. Está na casa dos 40 anos. Já foi testado e aprovado como gestor público. E tem o controle do próprio partido. Não pode ser desconsiderado.

Amaro Neto (PP)

Se a vaga de vice de Ricardo não ficar com o Podemos, todas as apostas recaem sobre a Federação União Progressista (UP).

Neste caso, um nome que passa a ser cotado é o do deputado federal Amaro Neto, filiado ao PP em março. Em termos eleitorais, o trunfo de Amaro para Ricardo seria o de abrir portas para ele na periferia da Grande Vitória.

Messias Donato (União Brasil)

Situação parecida com a de Amaro. Assim como este, era deputado federal pelo Republicanos, mas em março trocou o partido pela federação (entrou no União Brasil).

Pastor da Quadrangular, poderia ajudar o titular da chapa a dialogar melhor com igrejas evangélicas.

Marcelo Santos (União Brasil)

O nome do presidente da Assembleia Legislativa já apareceu em várias especulações, por sua proximidade política com Ricardo, além de ser o presidente estadual do União Brasil.

Ele mesmo, porém, nega categoricamente interesse em ser candidato a vice. Reafirma que é candidato a deputado federal.

Quem são os cotados para vice na chapa de Ricardo Ferraço à reeleição

Quem são os cotados para vice na chapa de Ricardo Ferraço à reeleição

Quem são os cotados para vice na chapa de Ricardo Ferraço à reeleição