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Quando nossos alertas deixarão de ser ignorados?

Por Eraylton Moreschi Junior, presidente da Juntos SOS Ambiental / Foto: Lucas Costa (Ales)

No dia 11 de fevereiro de 2025, a ONG JUNTOS SOS ES Ambiental encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo proposta formal contendo medidas urgentes de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

No dia 12 de fevereiro de 2025, essas mesmas propostas foram apresentadas publicamente na Tribuna Popular da ALES, pelo presidente da entidade, Eraylton Moreschi Junior, diante dos senhores deputados e deputadas.

Na ocasião, foram expostos dados alarmantes sobre:

mudanças climáticas,

eventos extremos,

alagamentos recorrentes,

degradação dos rios,

pó preto,

baixa umidade relativa do ar, comparável à de regiões desérticas.

Foi, inclusive, sugerida a criação de uma Comissão Permanente sobre Mudanças Climáticas nesta Casa Legislativa.

Passado quase um ano, nenhuma resposta concreta foi apresentada.

Entramos em 2026 repetindo, com ainda mais gravidade, os mesmos fatos:

municípios com mais de 300 mm de chuva em 24 horas;

enchentes em Vila Velha e na Grande Vitória;

23 municípios com ocorrências registradas;

uma criança morta, feridos e famílias desalojadas;

lagoas estourando, enxurradas e pânico nas comunidades.

Tudo aquilo que foi alertado aconteceu.

As propostas apresentadas pela JUNTOS SOS ES Ambiental permanecem atuais, técnicas e absolutamente necessárias, entre elas:

análise de risco climático das bacias hidrográficas capixabas;

revitalização dos rios e recuperação de matas ciliares;

ampliação da reservação hídrica;

saneamento e fim do lançamento de esgoto e lixo nos rios;

reassentamento digno de famílias em áreas de risco;

uso de Soluções Baseadas na Natureza;

implantação de reservatórios, piscinões e estruturas de infiltração urbana;

justiça climática e proteção das populações vulneráveis;

conforto térmico diante das ondas de calor extremo;

liberação urgente de recursos para os Planos Municipais de Adaptação Climática dos 78 municípios capixabas;

cumprimento do art. 186, X da Constituição Estadual, garantindo a participação da sociedade civil.

Diante dos fatos, a pergunta que permanece é simples e incômoda:

👉 Quando nossos alertas e demandas sensibilizarão os senhores deputados?
👉 Quantas tragédias ainda serão necessárias para que a pauta climática deixe de ser discurso e se torne ação concreta?

O silêncio institucional também produz vítimas.

 

Quando nossos alertas deixarão de ser ignorados?