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Prisão de Bolsonaro: maioria da bancada capixaba fala em “perseguição” política

Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Divulgação

A decretação da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) provocou forte mobilização entre os deputados federais do Espírito Santo. A maior parte dos parlamentares capixabas que se manifestaram criticou duramente a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, classificando a medida como abuso, injustiça e perseguição. Apenas dois deputados — ambos de partidos de esquerda — defenderam a decisão, afirmando que ela reafirma o Estado Democrático de Direito.

Enquanto Evair de Melo (PP), Messias Donato (Republicanos) e Gilvan da Federal (PL) ecoaram discursos de indignação e reforçaram a narrativa de que Bolsonaro estaria sendo alvo de arbitrariedades, Helder Salomão (PT) e Jack Rocha (PT) celebraram a decisão, apontando que ela representa a responsabilização por ataques à democracia.

Ainda não se pronunciaram publicamente os deputados Da Vitória (PP), Victor Linhalis (PSD), Gilson Daniel (Podemos), Amaro Neto (Republicanos) e Paulo Foletto (PSB).

Direita reage com indignação e fala em “injustiça”, “vingança” e “sistema”

Entre os parlamentares alinhados ao ex-presidente, o tom predominante foi de revolta.

Evair de Melo (PP)

Evair classificou a prisão como “arbitrária, injusta e inadmissível”, acusando Moraes de agir sem justificativa sólida. O deputado afirmou que Bolsonaro está fragilizado e descreveu a medida como “humilhação e crueldade”. Ele minimizou a justificativa da vigília convocada por Flávio Bolsonaro, afirmando ser “conversa para boi dormir”.

Messias Donato (Republicanos)

Em uma das manifestações mais extensas e emotivas, Messias Donato afirmou que “o sistema quer matar Jair Bolsonaro”. Ele acusou uma estrutura de poder de tentar destruir o ex-presidente política e fisicamente, falou sobre seu estado de saúde e defendeu que o Congresso deve agir imediatamente para aprovar uma “anistia ampla, geral e irrestrita”.

Para o deputado, a prisão faz parte de um plano para impedir Bolsonaro de disputar as eleições de 2026.

Gilvan da Federal (PL)

Gilvan afirmou que a decisão de Moraes é “vingança, não justiça”. Segundo ele, a prisão transforma Bolsonaro em alvo de um “sistema sujo”. O parlamentar também defendeu anistia e convocou o eleitorado a refletir sobre o papel do Senado nas eleições de 2026. Ele afirmou: “A vingança superou a justiça”.

PT defende decisão e diz que prisão reforça democracia

Na outra ponta, parlamentares petistas comemoraram a medida e reforçaram a tese de que ninguém está acima da lei.

Helder Salomão (PT)

O deputado afirmou que a prisão confirma o que já havia antecipado no início do ano. Para ele, Bolsonaro foi condenado após ter ampla defesa e deve responder por “crimes contra a democracia”. Helder destacou que a detenção registra na história que “ninguém pode atentar contra o Estado Democrático de Direito”.

Jack Rocha (PT)

Jack classificou o dia como a confirmação de que “a justiça tarda, mas não falha”. Em sua manifestação, citou as vítimas da pandemia e disse que as mortes foram, simbolicamente, “vingadas”. O deputado reforçou que nenhum brasileiro está acima da lei.

Polarização marca reações da bancada

As reações da bancada capixaba refletem a divisão nacional em torno da figura de Jair Bolsonaro. De um lado, aliados falam em perseguição, arbitrariedade e pedem anistia; de outro, opositores afirmam que a prisão representa a responsabilização institucional por ataques à democracia.

Enquanto a decisão segue para análise da Primeira Turma do STF, o debate político no Espírito Santo já demonstra que o episódio será um dos temas centrais na disputa eleitoral de 2026.

Prisão de Bolsonaro: maioria da bancada capixaba fala em “perseguição” política

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