Por Poder / ES Hoje / Foto: Divulgação
A divulgação do levantamento da Paraná Pesquisas, nesta terça-feira (10), aponta para a possibilidade de a polarização entre o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), ficar ainda mais robustecida.
Isso se dá pelo fato de que ambos lideram as intenções de votos nas corridas que lhe interessam para 2026. Casagrande é o que está na frente para o Senado, sendo que Pazolini é o segundo; e o prefeito da Capital está na ponta na busca pelo Palácio Anchieta.
Nesse desenho dos pleitos majoritários, são dois grupos dissonantes que se destacam. Para Casagrande, em um projeto de continuidade no poder, não seria o melhor dos mundos ter alguém no Executivo com quem não possui relacionamento agradável.
Seus possíveis abençoados mais próximos de Pazolini na pesquisa são o vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), e o prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT), que surgem, cada um, em terceiro lugar nos dois cenários apresentados. Curiosamente, estão atrás, nos dois panoramas, de um velho conhecido e que tem demonstrado afagos ao republicano: o ex-governador do Estado Paulo Hartung (sem partido).
A ausência de Pazolini no recente almoço do governador com os prefeitos eleitos – e reeleitos – indica para convivência ao estilo água e óleo com o Palácio Anchieta. Querendo ou não, a depender do interesse tanto de Casagrande quanto do prefeito, talvez haja até disputa sobre quem entrega mais, considerando, é claro, a capacidade de realização de cada gestão nas devidas proporções.
O fato é que as movimentações para 2026 estão aceleradíssimas, visto que há enorme interesse em fortalecer os candidatos que tentarão furar a bolha de revezamento entre Hartung-Casagrande, que já vem desde a eleição de 2002: terão sido 24 anos nos quais o Espírito Santo só teve dois governantes, o que só fortalece o tamanho de ambos.
O socialista vai atuar fortemente no pleito, porque ele possui interesses eleitorais, seja para ele próprio – ainda que faça mistério se disputará cargo eletivo ou não – e para os aliados. Hartung, por sua vez, tem agido mais nos bastidores, apesar de estar mais na superfície do que nos últimos anos, passando recados velados.
Para quem duvidava, a eleição de 2026 começou justamente após o fim do segundo turno na Serra. Cenas dos próximos capítulos.
Resultados mais relevantes I
No cenário 1 para governador, a lista ficou do seguinte modo: Pazolini (22,4%), Hartung (17%), Ferraço (13,8%), Vidigal (12%), Arnaldinho Borgo/Podemos (7%), Evair de Melo/Progressistas (6,4%) e Helder Salomão/PT (6,4%).
Resultados mais relevantes II
No cenário 2 para governador, a disputa está desta forma: Pazolini (23,6%), Hartung (20,6%), Vidigal (12,8%), Da Vitória/Progressistas (7,8%), Helder Salomão/PT (6,6%), Euclério Sampaio/MDB (6,4%) e Gilson Daniel/Podemos (3,7%).
(Parênteses)
Faltou, de repente, testar na pesquisa algum nome da direita mais conservadora.
Resultados mais relevantes III
Para o Senado, o retrato atual é: Casagrande (41,6%), Pazolini (20,9%), Hartung (17,4%), Fabiano Contarato/PT (15,7%), Sergio Meneguelli/Republicanos (15,5%), Da Vitória (9,3%), Evair de Melo (8,9%), Manato/PL (8,4%), Marcos Do Val/Podemos (5,1%), Gilvan da Federal/PL (5%), e Enivaldo dos Anjos/PSB (2,5%). Lembrando que são duas vagas, somente, para o Senado, em 2026.
Sinais? I
Longe desta coluna querer fazer qualquer tipo de ilação, mas tem pré-candidato patinando…
Sinais? II
Casagrande começou a receber diversos deputados estaduais em seu gabinete. Um deles foi até um republicano: Alcântaro Filho.