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Pazolini: “Cris Samorini pode cuidar de Vitória com muita competência”

Por Vitor Vogas / ES 360 / Foto: Divulgação

E mais: Reajuste para servidores do Estado não cobre inflação acumulada; Pedro Ivo volta ao comando de associação do MPES; Evair ao lado de Pazolini; Da Vitória, ao lado de Arnaldinho…Anúncio do novo desembargador sai nesta quinta-feira (17).

Durante sua prestação de contas semestral à Câmara de Vitória, na manhã de quarta-feira (16), o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), não assumiu explicitamente pré-candidatura, mas deu fortes sinais de que realmente se prepara para disputar o cargo de governador do Espírito Santo em 2026. Para isso, terá de renunciar ao atual mandato em pouco menos de um ano, até o começo de abril do ano que vem.

Como manda o Regimento Interno da Câmara, Pazolini foi sabatinado pelos vereadores em plenário, após uma exposição inicial. Na interação com Armandinho Fontoura (PL), aliado do prefeito, o vereador levantou algumas bolas caprichadas para ele. Perguntou a Pazolini, por exemplo, se ele acredita que o Espírito Santo, após 28 anos do ciclo Hartung-Casagrande, merece uma renovação no Governo do Estado.

Pazolini sinalizou estar disposto a se apresentar para a disputa estadual, mas “só se for uma construção macro”. Disse, ainda, que sua vice-prefeita, Cris Samorini (PP), está preparada para seguir cuidando de Vitória “com muita competência”.

“Em relação ao futuro, eu tenho muita gratidão aos capixabas. Aos vitorienses, principalmente, que nos possibilitaram estar aqui. E aí, se for da vontade de Deus, em primeiro lugar, consultando a minha família, consultando as pessoas que nos acompanham, nós poderemos ter, sim, algo que seja inovador para levar políticas públicas para os 78 municípios. Mas só se for para ser coletivo. Só se for uma construção macro do Espírito Santo. Porque eu tenho certeza que a Cris tem condição de continuar cuidando de Vitória com muita competência”, afirmou Pazolini.

Também respondendo a uma pergunta de Armandinho, o prefeito reiterou algo que todo mundo sempre soube: é um político de direita. “Em relação à minha posição política, acho que a sociedade capixaba não tem dúvida, desde a primeira oportunidade em que fui eleito. O meu voto e todos os meus votos na Assembleia Legislativa sempre foram muito coerentes. Então, eu tenho tranquilidade de dizer: eu sempre estive no mesmo lugar, sempre ocupei a mesma posição no espectro político, partidário e ideológico. Sempre fui um político de direita, de centro-direita”.

Desde que entrou na política, em 2018, Pazolini nunca disse nada diferente disso. Porém, na eleição municipal de 2024, ele foi acusado por representantes do PL, inclusive o deputado estadual Capitão Assumção, adversário derrotado nas urnas, de não ser realmente de direita, por nunca ter manifestado apoio aberto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Pazolini de fato nunca declarou publicamente apoio a Bolsonaro – nem nas eleições presidenciais de 2022.

No último dia 5, em um princípio de mudança de estratégia, o prefeito publicou um post posicionando-se em defesa do projeto de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro, em tramitação na Câmara dos Deputados.

Durante sua prestação de contas à Câmara, também nacionalizando o discurso, o prefeito alfinetou bastante o governo Lula (PT), comparando vários indicadores de Vitória com médias nacionais. Falou muito em “governo central” para se referir ao Governo Federal. Criticando o cenário econômico nacional, disse não compactuar com os rumos e decisões do presidente petista. Também fez muitas comparações com outros municípios e tratou Vitória como espelho para o Espírito Santo.

 

Pazolini: “Cris Samorini pode cuidar de Vitória com muita competência”

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