Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
Um palanque, na última semana, da direita capixaba esteve formado. E o tema “segurança pública” foi o responsável por unir diferentes atores políticos que podem andar juntos no próximo pleito.
O articulador desse encontro foi o deputado estadual Lucas Polese (PL), que promoveu, na quinta-feira (6), uma sessão especial na Assembleia Legislativa sobre o crime organizado e o terrorismo na realidade brasileira. O evento reuniu nomes expressivos do campo conservador, como o deputado estadual Alcântaro Filho (Republicanos), o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e Maguinha Malta (PL) — filha do senador Magno Malta (PL) e cotada para disputar uma vaga ao Senado.
A movimentação reforça a possibilidade crescente de um entendimento entre PL e Republicanos no Espírito Santo. Mesmo que não haja composição formal de chapa, é cada vez mais provável uma relação mais harmoniosa entre as duas siglas — cenário bem diferente do de 2024, quando Pazolini, em busca da reeleição à Prefeitura de Vitória, enfrentou fortes ataques do núcleo bolsonarista do PL.
O debate sobre segurança pública — intensificado após operações policiais recentes no Rio de Janeiro — tem acentuado o contraste entre as visões políticas sobre o tema. As correntes mais conservadoras, das quais Pazolini faz parte, defendem uma postura mais rígida e assertiva na punição, tese que encontra eco em parte expressiva da sociedade. O prefeito e delegado licenciado da Polícia Civil defende, ainda, revisões na legislação penal para ampliar a efetividade das ações das forças de segurança.
Durante a sessão, Pazolini foi direto: “A pergunta que fazemos é: essa lei é suficiente para que o operador da segurança pública vá às ruas, coloque sua vida em risco para defender a sociedade brasileira? Eu já respondo que não. Essa legislação não atende aos interesses dos brasileiros. Estamos vivendo uma realidade de guerrilha, de opressão à sociedade. E precisamos de leis adequadas para essa realidade”, afirmou.
Fato é que a segurança pública tem se consolidado como ponto de convergência para uma direita capixaba ainda fragmentada, que busca reencontrar unidade e protagonismo político. O tema, além de mobilizar a base conservadora, pode ser o elo necessário para reconstruir alianças e definir os rumos da oposição no Estado.