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O retorno: Renzo anuncia PSD com Pazolini no segundo turno

O retorno: Renzo anuncia PSD com Pazolini no segundo turno

Por Danieleh Coutinho / ES HOJE / Foto: Divulgação / Arte: IA

 

Mal as urnas do primeiro turno foram apuradas e o tabuleiro político do Espírito Santo já registra a sua primeira grande movimentação. Em decisão rápida e estratégica, o PSD tornou-se o primeiro partido a posicionar-se oficialmente na corrida do segundo turno das Eleições 2026 ao fechar questão e declarar apoio irrestrito à candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao Palácio Anchieta.

A formalização da união veio acompanhada do apoio pessoal e partidário manifestado pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcellos (PSD), presidente da sigla.

O PSD não elegeu nenhum deputado federal e a chapa completa não chegou nem próximo a quociente eleitoral – que superou os 200 mil votos e a soma de todos os candidatos do PSD a sigla só recebeu 12.273 votos. A grande aposta era a candidatura de Sergio Meneguelli a senador, que também fracassou. Meneguelli alcançou 301.897 votos, ocupando a quinta posição entre os 11 concorrentes.

O peso pragmático do Norte e a garantia de obras

Ao anunciar o engajamento direto da legenda no projeto do candidato do Republicanos, Renzo Vasconcellos enfatizou a preocupação com a continuidade dos investimentos públicos e das entregas estruturantes nos municípios do interior.

“Como prefeito de Colatina, tenho a plena certeza e a garantia de que o futuro governador Lorenzo Pazolini não parará nenhuma obra em andamento nos municípios. Mais do que isso: as intervenções que hoje estão paralisadas serão retoma das com celeridade.” — Renzo Vasconcellos (PSD), prefeito de Colatina.

Colatina é a cidade-polo e referência para mais de 32 municípios capixabas.

Pragmatismo e Televisão

O alinhamento do PSD com a chapa de Pazolini neste segundo turno reescreve o capítulo de uma relação que passou por bastidores tensos durante o período de pré-campanha.

No início das articulações em 2026, Republicanos e PSD ensaiaram uma aliança proporcional e majoritária de grande porte. Renzo chegou a fazer o mesmo anúncio, que agora repete. Mas recuou.

A entrada do PL na coligação exigiu novos contornos no arranjo eleitoral. Os liberais impuseram como condição central do apoio a ocupação de espaço estratégico nas vagas ao Senado, o que forçou o PSD a recuar temporariamente do bloco diante das indefinições sobre os projetos dos seus dois principais nomes no estado — o ex-governador Paulo Hartung e o senador Sergio Meneguelli. O PL exigiu empenho exclusivo à candidatura de Maguinha ao Senado. Embora derrotada, ela foi a terceira mais votada, superando 761 mil votos.

Naquele momento, os republicanos aceitaram a composição e as exigências por pragmatismo: sem a consolidação de uma frente ampla nacional e tempo robusto no guia eleitoral de rádio e TV, a candidatura de Pazolini enfrentaria graves gargalos de comunicação contra a máquina estadual. Se unindo ao PL, a candidatura de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ficou com 2 minutos, 53 segundos e 65 milésimos.

Superada a fase das convenções e o funil das urnas no primeiro turno, o PSD reavalia o cenário e consolida o movimento de reaproximação. A adesão rápida do partido de Renzo Vasconcellos confere ao candidato do Republicanos palanque para superar os 37.237 votos que conquistou no primeiro turno.

 

O retorno: Renzo anuncia PSD com Pazolini no segundo turno

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