Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Divulgação
Mais de 18 mil imóveis na Serra ainda não estão conectados à rede de esgotamento sanitário, mesmo em regiões onde o sistema já está disponível. O dado acende um alerta sobre os impactos ambientais e de saúde pública causados pelo descarte irregular de esgoto.
A falta de conexão impede que o esgoto seja coletado e tratado corretamente, o que pode resultar na contaminação de rios, lagoas e lençóis freáticos. Especialistas apontam que essa etapa é fundamental para que os benefícios do saneamento básico sejam efetivamente alcançados, reduzindo a poluição e melhorando a qualidade de vida da população.
O tema ganhou destaque durante uma descida ecológica realizada no município, em alusão ao Dia Mundial da Água. A ação reuniu voluntários em um percurso por áreas de recursos hídricos, onde foi possível observar, na prática, os impactos do despejo irregular de esgoto no meio ambiente.

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A iniciativa contou com o apoio do Instituto Aegea e a participação de colaboradores da Aegea no Espírito Santo. O objetivo foi sensibilizar a população sobre a importância de atitudes individuais e coletivas na preservação dos recursos naturais.
Segundo a diretora-presidente das concessões da empresa no estado, Bruna Buldrini, ações como essa ajudam a ampliar a conscientização. “A descida ecológica nos permite enxergar, de forma muito concreta, como nossas escolhas impactam os rios. Esse tipo de experiência fortalece a consciência ambiental e a responsabilidade coletiva”, afirmou.
Apesar dos avanços na infraestrutura de saneamento, a adesão da população ainda é um desafio. Sem a ligação dos imóveis à rede, o sistema não opera em sua capacidade total, comprometendo os investimentos realizados e a efetividade das políticas de saneamento.
A orientação é que moradores procurem as concessionárias responsáveis para realizar a conexão, garantindo o correto encaminhamento do esgoto e contribuindo diretamente para a preservação ambiental e a saúde pública.