Por Denise Miranda / ES BRASIL / Foto: Gilson Daniel é um dos sete deputados indicados para vaga no TCU, em disputa marcada por articulações políticas e critérios técnicos / Crédito: Divulgação
Deputado capixaba com perfil técnico e histórico em gestão pública entra na disputa por vaga no TCU em indicação da Câmara dos Deputados
O deputado federal Gilson Daniel (Podemos) está entre os sete nomes indicados para disputar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, órgão responsável por fiscalizar o uso de recursos públicos federais. A indicação foi formalizada por líderes partidários da Câmara e abre caminho para uma das disputas mais estratégicas do Congresso neste ano.
Ao falar sobre sua indicação, o deputado reforça uma atuação alinhada às exigências do Tribunal de Contas da União. “A boa gestão pública é aquela que transforma recursos em resultados. Este livro é uma ferramenta para ajudar os municípios a se estruturarem tecnicamente, planejarem melhor e alcançarem mais resultados para a população”, afirmou.
A vaga foi aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, o que intensificou a articulação política em torno do posto. Além de Gilson Daniel, outros seis deputados também foram indicados e serão submetidos a sabatina na Comissão de Finanças e Tributação antes de eventual votação em plenário.
Gilson Daniel oficializou sua candidatura ainda em março, destacando experiência na área fiscal e administrativa. Formado em Ciências Contábeis, com especialização e mestrado na área, o parlamentar também foi prefeito de Viana por dois mandatos e ocupou cargos estratégicos no governo do Espírito Santo.
Na Câmara, atua como ouvidor-geral e defende um perfil técnico para o TCU, com foco em previsibilidade e rigor na fiscalização das contas públicas. A indicação reforça a presença capixaba em uma disputa que envolve não apenas critérios técnicos, mas também forte articulação política.
Além da trajetória na gestão pública, Gilson Daniel é coautor do livro “Captação de Recursos Públicos: Gestão e Compliance”, escrito em parceria com Leandro Rodrigues. A obra aborda estratégias para melhorar a eficiência na aplicação de recursos e fortalecer mecanismos de controle e transparência na administração pública.
O processo de escolha prevê sabatina, votação na Câmara e posterior aprovação pelo Senado. Ao final, o nome escolhido passa a integrar um colegiado de 9 (nove) ministros.
Saiba mais
O Tribunal de Contas da União é composto por 9 (nove) ministros. São 6 (seis) indicados pelo Congresso Nacional, sendo 3 (três) pela Câmara dos Deputados e 3 (três) pelo Senado. E outros 3 (três) são de indicação do presidente da República, com aprovação do Senado.
Dessas vagas do Executivo, 2 (duas) devem ser ocupadas por auditores ou membros do Ministério Público junto ao TCU, a partir de lista tríplice. Os ministros têm mandato vitalício, com aposentadoria obrigatória aos 75 anos.



