Por assessoria / Foto: Divulgação
Deputado quer trânsito livre na Grande Vitória e propõe medida que proíbe intervenções não emergenciais nos horários de maior movimento
Você já ficou parado no trânsito por horas por causa de uma obra ou até pela troca de uma lâmpada em um poste? Essa situação, comum para quem vive na Região Metropolitana da Grande Vitória, pode estar com os dias contados. É o que propõe o deputado estadual Fabrício Gandini, com o Projeto de Lei 150/2026, protocolado na Assembleia Legislativa.
A proposta cria regras claras para evitar que intervenções atrapalhem o fluxo de veículos justamente nos horários de maior movimento. Na prática, fica proibida a realização de obras ou serviços não emergenciais que ocupem pistas e causem lentidão de segunda a sexta-feira, das 6h às 9h e das 16h às 19h — períodos conhecidos como “horários de pico”.
O projeto de Gandini abrange as principais vias que ligam e movimentam a Grande Vitória. Estão na lista rodovias como a ES-010 (Rodovia do Sol), ES-060 (ligação com Guarapari) e ES-471 (Leste-Oeste), além da Rodovia das Paneleiras.
Também entram as principais conexões entre cidades, como a Terceira Ponte, a Segunda Ponte e o Complexo das Cinco Pontes.
Nos corredores urbanos, a regra alcança avenidas de grande circulação em Vitória, como Fernando Ferrari, Reta da Penha, Leitão da Silva, Avenida Vitória, Dante Michelini e Serafim Derenzi; na Serra, Norte-Sul, Eldes Scherrer, Central de Laranjeiras e Mestre Álvaro; em Vila Velha, Carlos Lindenberg, Darly Santos e Champagnat; e, em Cariacica, Mário Gurgel e Expedito Garcia.
Segundo Gandini, a ideia é simples: organizar o trânsito para respeitar o tempo das pessoas. O deputado destaca que hoje a falta de planejamento e de integração entre Estado, municípios e concessionárias faz com que obras aconteçam justamente nos momentos de maior fluxo, gerando prejuízos para trabalhadores, estudantes e para a economia.
O projeto também prevê que órgãos públicos e empresas planejem suas intervenções fora dos horários de pico, adotem medidas para reduzir impactos no trânsito e comuniquem previamente a população. Situações emergenciais e serviços essenciais continuam permitidos, desde que devidamente justificados.
Outro ponto importante é a integração entre Estado e municípios. A proposta incentiva convênios e ações conjuntas para padronizar regras e evitar que motoristas enfrentem normas diferentes em trajetos curtos entre cidades da região metropolitana.
Na justificativa, Gandini reforça que melhorar a fluidez do trânsito não é só uma questão de mobilidade, mas também de qualidade de vida, economia e meio ambiente. Menos tempo parado significa menos estresse, menos poluição e mais produtividade.
Se aprovado, o projeto pode representar um avanço prático no dia a dia de quem enfrenta congestionamentos na Grande Vitória — atacando um problema simples, mas que impacta diretamente a rotina de milhares de capixabas.