Por assessoria / Foto-Legenda: Gandini lembrou que a Polícia Civil já enfrenta falta de efetivo e que o concurso é uma oportunidade estratégica para reforçar a segurança pública / Créditos: Gleberson Nascimento e Governo do Estado.
Deputado alerta: limite na 2ª fase de testes físicos pode deixar vagas sem preenchimento ao final, prejudicando o aproveitamento do processo seletivo
O vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Fabrício Gandini (Pode), pediu hoje (15) ao governador Ricardo Ferraço (MDB) a ampliação da convocação para a segunda fase do concurso da Polícia Civil do Espírito Santo, que oferece 1.052 vagas para o cargo de Oficial Investigador de Polícia (OIP).
A proposta é permitir que todos os candidatos aprovados na prova objetiva, que atingiram a pontuação mínima, possam participar dos testes físicos.
O concurso, considerado o maior da história da Polícia Civil capixaba, atualmente limita a convocação para a segunda etapa a apenas três vezes o número de vagas, por meio de uma cláusula de barreira prevista no edital.
Na avaliação de Gandini, essa restrição pode prejudicar o aproveitamento do processo seletivo.
“Estamos falando de um concurso grande, com mais de mil vagas, e que pode não ser totalmente preenchido se não ampliarmos essa convocação. Em outros certames, esse limite chega a até oito vezes o número de vagas. Precisamos garantir que todos que passaram tenham a chance de seguir”, afirmou o deputado.
A reivindicação também é defendida pelos próprios candidatos, que realizaram uma mobilização pacífica pedindo diálogo e mais oportunidades dentro do processo seletivo.
Gandini alertou que, diante do grande número de concursos abertos em todo o país, há risco de evasão de candidatos ao longo das etapas.
“Se não chamarmos mais gente agora, podemos chegar no final com vagas sobrando. Isso representa desperdício de recursos públicos e mantém o déficit de policiais no Estado, o que queremos corrigir”, destacou.
O parlamentar lembrou que a Polícia Civil já enfrenta falta de efetivo e que o concurso é uma oportunidade estratégica para reforçar a segurança pública. Das 1.052 vagas ofertadas, 70% serão destinadas ao interior e 30% à Região Metropolitana da Grande Vitória.
Criado por lei complementar em 2024, o cargo de Oficial Investigador unificou as funções de investigador, escrivão e agente de polícia, modernizando a estrutura da corporação. O salário inicial é de R$ 8.539,34, com R$ 800 de auxílio-alimentação, podendo chegar a cerca de R$ 17 mil ao longo da carreira.
O processo seletivo conta com seis etapas, incluindo prova objetiva, teste físico, exames de saúde e psicológico, investigação social e curso de formação. A primeira fase foi realizada em fevereiro, e a expectativa é iniciar a formação dos novos policiais ainda em 2026.
Gandini informou que já levou a demanda ao governador. “Fiz contato e destaquei a importância de ampliar essa convocação. O concurso precisa ser bem aproveitado para garantir que todas as vagas sejam preenchidas”, afirmou.



