Por Danieleh Coutinho / ES HOJE / Foto: Divulgação
Prevista para acontecer entre 1º e 15 de agosto, a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Vitória poderá ser levada para após o pleito de outubro. Um movimento está acontecendo na Casa para que a sucessão de Anderson Goggi (Republicanos) aconteça somente no mês de dezembro.
O nome que vinha ganhando corpo na Câmara, com apoio da maioria dos vereadores era de Dalto Neves, edil que está em terceiro mandato, e que seria a indicação de Goggi – o presidente da CMV é pré-candidato a deputado estadual. Entretanto, uma lista de vereadores, inclusive quem já tinha se comprometido com Dalto, estariam se articulando para adiar o pleito interno e redesenhar o processo a partir do resultado eleitoral – onde a disputa será para deputado estadual (30 vagas), deputado federal (10 vagas), senador (duas vagas) e governador.
“Houve, durante esse tempo desta Gestão Goggi, uma composição para levar Dalton Neves a ser o próximo presidente. Mas, agora, houve pedido de ADIAMENTO da eleição da mesa para DEPOIS da eleição. Os vereadores não concordaram, e começou a tensão. Com pressão do Executivo. Alguns vereadores, diante de ameaças, tiraram seus nomes mais que rapidamente da lista que apoiaria Dalton. Isso impacta na relação Legislativo e Executivo”, revelou um parlamentar que prefere não ter o nome revelado.
Outros, que avaliam o anonimato mais tranquilo para as relações políticas, confirmaram. Um destacou que reuniões têm acontecido nos gabinetes da Câmara e até em casas de vereadores.
Dalto Neves diz que desconhece o movimento. “Não tenho informação de que haja esse movimento. Se tiver é porque alguém tem interesse, mas para mim é indiferente, tranquilo e confortável. Meu nome não foi imposição”, informou o vereador. Acrescentou também que, em sua avaliação a Casa deveria seguir o regimento e promover a eleição da mesa em agosto. Contudo, não é contrário ao adiamento. “Temos um regimento que diz que a eleição entre 1 a 15 de agosto,e por ser um ano de eleição não acho que deveria mexer no regimento. Mas, se tiver que mexer, para mim não há dificuldade”.
Ainda segundo o pré-candidato à sucessão de Anderson Goggi, não foi dele a iniciativa de se colocar como candidato. “Meu nome foram alguns vereadores que pediram para colocar. Estou no terceiro mandato, com alguma experiência, também tem a graça do atual presidente. Sou da base, mas nunca impus. E, até onde sei, ninguém mais se interessou, mas todos têm o direito”, finalizou.