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Eleger filho de Vidigal e ter o PDT à mesa das decisões: o jogo de Weverson para a eleição

Por Fabiana Tostes / FOLHA VITÓRIA / Foto: Weverson Meireles / Crédito: Dyhego Salazar

Prefeito da Serra não vai ficar de fora do processo eleitoral. Ele também fala da situação da Câmara de Vereadores e de mudanças no 1º escalão

À frente do maior município do Estado – e também do maior colégio eleitoral –, o prefeito da Serra, Weverson Meireles (PDT), não estará nas urnas como candidato neste ano. Isso não significa, porém, que ficará à margem do processo. Como outros gestores com peso político, Weverson atua nos bastidores e ajuda a desenhar o tabuleiro do próximo pleito.

A prioridade é dupla. De um lado, garantir a eleição de Serginho Vidigal (PDT), filho do ex-prefeito Sergio Vidigal (PDT), para a Câmara dos Deputados. De outro, assegurar ao PDT um lugar à mesa de negociações das vagas majoritárias na chapa do governo do Estado.

Weverson e a família Vidigal já anunciaram apoio público ao projeto do governo de eleger o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) à sucessão do governador Renato Casagrande (PSB), além de manter alinhamento com o socialista caso ele decida disputar uma vaga ao Senado.

O respaldo, no entanto, vem acompanhado de expectativa de protagonismo. Como outros partidos da base, o PDT também quer espaço relevante no arranjo eleitoral.

“Serginho Vidigal é o nosso candidato a deputado federal, esse é o nosso projeto prioritário para 2026. O PDT, eu sei que está se dedicando muito à construção da chapa de deputado estadual e está sentado à mesa para que nós possamos participar também do processo de escolha majoritária liderado pelo governador Renato Casagrande. Nós entendemos que o PDT tem contribuído muito ao longo da história do Espírito Santo e, nessas posições, o PDT continuará contribuindo ainda mais para o nosso Estado”, disse o prefeito em entrevista para a coluna De Olho no Poder, na série “Cidades e Desafios”.

O pleito para integrar o debate das demais vagas majoritárias – seja a vice de Ricardo Ferraço, seja a segunda vaga ao Senado – teria como objetivo contemplar Vidigal (pai), citado pelo próprio governador como possível nome à sucessão. É grande o clamor da militância pedetista para que o ex-prefeito dispute novamente.

“Ainda é muito cedo para apontarmos qual será a participação do PDT nesse cenário, fato é que nós estamos à mesa, sempre de maneira leal, entendendo que Vidigal é uma das principais lideranças desse Estado, tem história de conduta correta, nada que desabone, um gestor reconhecido na cidade da Serra e no Espírito Santo. Então, entendemos que temos um grande gestor à disposição desse projeto”, disse Weverson.

Quando Vidigal ocupou a Secretaria de Desenvolvimento do governo Casagrande, entre fevereiro e julho do ano passado, seu nome chegou a figurar com força nas apostas para a segunda vaga ao Senado. De lá para cá, porém, a cotação arrefeceu no mercado político.

Hoje, o PDT depende do apoio do Palácio Anchieta para estruturar as chapas de deputado federal e estadual. Em 2022, o partido não conseguiu eleger representantes para a bancada federal capixaba – um resultado que pesa nas negociações de agora.

Menos cinco vereadores da base

Além das articulações para 2026, Weverson também falou sobre a situação na Câmara da Serra que tem quatro vereadores afastados por decisão judicial e um outro preso – todos os cinco são da base aliada do prefeito, sendo três do PDT.

Weverson foi questionado se a ausência de cinco vereadores poderia impactar na votação de projetos da prefeitura e se o PDT iria tomar alguma providência com relação à postura dos vereadores.

“Não vai impactar nos projetos, lógico que essa situação nos entristece. Entristece o Executivo, entristece a cidade como um todo. Ninguém quer ter a Câmara Municipal ou qualquer poder envolvido em notícias que não sejam positivas. Os próprios vereadores ficam tristes com esse cenário, isso impacta a autoestima da cidade, impacta o nosso pé no acelerador para que nós possamos ter cada vez mais conquistas”, avaliou o prefeito.

Com relação a eventuais providências a serem tomadas pelo partido, disse estar alheio às atividades partidárias. “Mas tenho certeza que o partido está aguardando o desfecho de todo esse processo para que possa tomar as medidas necessárias”.

Mudanças no secretariado

O prefeito também foi questionado sobre as mudanças no secretariado ao longo do primeiro ano de seu mandato. Foram oito trocas no primeiro escalão.

Segundo o prefeito, as substituições foram motivadas por questões técnicas: “Baseadas no desempenho, na capacidade de diálogo com os servidores e usuários daquela política pública, na dedicação e área desses profissionais, para que nós possamos de fato entregar aquilo que a população nos exige, que é um serviço de qualidade”.

Uma das mudanças – a exoneração do então secretário da Cultura, Anderson Madeira – resultou até em ruído com o Podemos, partido aliado do prefeito que fez a indicação do nome para a pasta. Segundo Weverson, a situação já foi resolvida e o Podemos continuaria com espaço na gestão.

Até o final do primeiro trimestre, está prevista uma reforma administrativa que irá juntar algumas pastas e dividir outras. As mudanças terão como saldo, segundo o prefeito, uma redução do número de secretarias – hoje são 22 pastas – e de cargos comissionados.

Outros temas

O prefeito também anunciou que está em estudo um plano de cargos e salários para os servidores, assim como a possibilidade de conceder reajuste ao longo desse ano. Também anunciou entregas para as áreas de Segurança, Saúde e Educação.

Veja abaixo a entrevista na íntegra:

Eleger filho de Vidigal e ter o PDT à mesa das decisões: o jogo de Weverson para a eleição