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Deputado acusa diretor da OCB-ES de interferência em licitações de prefeituras

Deputado acusa diretor da OCB-ES de interferência em licitações de prefeituras

Por Mary Martins / ES HOJE / Foto: Divulgação

Uma licitação para serviço de transporte escolar na cidade de Alfredo Chaves sofreu tentativa de interferência no início desse ano. Foi isso que acusou na quarta-feira (12) em discurso o deputado estadual Hudson Leal (Republicanos). Ele acusou o diretor-executivo da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB-ES), Carlos André de Oliveira, o Carlão, de atuar com pressão em diversos municípios.

Um áudio teria sido enviado a deputados, por Carlão, solicitando aos parlamentares que receberam a mensagem fizessem contato com o prefeito de Alfredo Chaves, Hugo Luiz Pícoli Meneghel (Progressistas), para que ele não fizesse contrato com a empresa vencedora, mas a segunda colocada que é uma cooperativa registrada na OCB-ES.

“A peça de hoje não vai para as boas cooperativas. É para uma pessoa que está há mais de 30 anos, porque foi o pai dele e hoje é ele, dentro da contabilidade do sistema OCB. Olha que perigo: botando a raposa para tomar conta do galinheiro”, afirmou.

E seguiu: “Eu conheço um pouco de cooperativismo, o bom cooperativismo. Hoje, mais ou menos de 5% a 7% do PIB do Espírito Santo vem do sistema cooperativista. Eu fui sócio fundador de uma cooperativa médica de anestesia, participo da Unimed, participo da Unicred há mais de 30 anos, conheço o regimento e como rege o bom cooperativismo”, afirmou.

Hudson Leal considerou a ação de Carlão, ao enviar mensagem de áudio a parlamentares como petulância. “Ele está tão seguro que não conversa, ele manda áudio. A petulância da pessoa… esse é o mau cooperativismo que mancha o sistema. Deputados me mostraram que ele mandou o áudio pedindo interferência em uma licitação regular para convencer o prefeito a desclassificar”, disse subindo o tom.

Ouça o áudio divulgado pelo deputado republicano na sessão da Ales nesta quarta:

O parlamentar disse que a interferência na licitação pelo Espírito Santo é apenas uma das irregularidades cometidas por Carlos André de Oliveira. Contudo, não apresentou documentos. Leal se comprometeu a apresentar novas denúncias e documentos nas próximas sessões.

A licitação em questão é referente ao pregão eletrônico nº 003/2025, publicado no Diário Oficial Municipal em fevereiro deste ano  com a sessão de licitação datada para o dia 7 de março. As empresas que participaram do certame foram a MIXSERV – Cooperativa Mista de Consumo Serviços e Transporte, a empresa Cooperativa de Transporte Escolar de Vargem Alta, a Cooperativa de Transportes da Região Sul, a VIACOOPS – Cooperativa de Solução em Transportes e a Cooperativa de Transportes Paraíso das Águas.

Segundo a prefeitura de Alfredo Chaves a cooperativa vencedora foi a MIXSERV que apresentou o menor  valor (R$4,24 milhões) o que, segundo a administração municipal gerou uma economia superior a R$ 400 mil para os cofres públicos.

No áudio enviado a parlamentares, Carlos André de Oliveira afirmando que há investigações em curso no Ministério Público a respeito das licitações da cidade. O MPES foi questionado sobre essa afirmação, mas ainda não confirmou.

Em nota a OCB/ES afirmou que “repudia veementemente a atitude do parlamentar” e classificou as acusações como “equivocadas e até irresponsáveis”. No documento o Sistema OCB/ES afirmou que “as falas públicas do parlamentar configuram ataque pessoal injusto” e reiterou que segue “aberto ao diálogo respeitoso e à transparência em suas relações”.

A entidade, nega que houve, por parte de Carlos André Santos de Oliveira interferência, conforme o áudio: “Não houve qualquer tentativa de interferir no processo licitatório”, explicando que o contato com a prefeitura de Alfredo Chaves teve o objetivo de “alertar sobre possíveis irregularidades com a cooperativa vencedora do certame”. A entidade destacou que o alerta se baseou na Lei Geral do Cooperativismo (Lei 5.764/71), que exige o registro das cooperativas na OCB, e que o caso diz respeito “à ausência desse registro regular” por parte da empresa vencedora.

A organização também ressaltou que seu papel é “representar, defender e contribuir com o desenvolvimento do cooperativismo capixaba”, acompanhando licitações e orientando cooperativas sobre a legislação, mas “sem qualquer interferência ou combinação de resultados”, finalizou.

 

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