Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Helio Filho / Crédito: Secom-ES
Prestes a concluir um ciclo de 7 anos como governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) anunciou um reajuste linear de 4% para os servidores públicos estaduais. O anúncio foi na tarde desta sexta-feira (20) e começa a ser pago a partir de julho.
“Esse reajuste é fruto do nosso compromisso contínuo de valorizar o trabalho e o esforço dos profissionais que atuam na administração pública, reconhecendo a importância de suas contribuições para a sociedade capixaba”
O aumento contemplará mais de 95 mil vínculos, incluindo servidores ativos (efetivos, comissionados e em designação temporária), além de aposentados e pensionistas. O impacto financeiro, de acordo com a secretaria de Gestão (Seger), o impacto é de aproximadamente R$408 milhões por ano. O projeto será enviado para a Assembleia Legislativa na segunda-feira (23).
Casagrande entrega o mandato ao vice, Ricardo Ferraço (MDB) no próximo 2 de abril. Ele deverá deixar o poder Executivo para disputar eleição de senador da República.
Sindipúblicos não comemora
O anúncio de reajuste frustrou a expectativa de recomposição das perdas acumuladas. Segundo o sindicato dos servidores – Sindipúblicos – durante o atual governo as perdas chegaram a superar 20%. “Parte delas será parcialmente enfrentada com a reestruturação, mas ainda restam 15,03% sem reposição, referentes ao período da pandemia (2020/21). Em fevereiro de 2026, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 3,8%. Se mantida a tendência, até junho a reposição anunciada por Ferraço e Casagrande pode ser inferior ao índice acumulado em treze meses, período em que os servidores ficaram sem qualquer correção desde maio de 2025, último reajuste de 4,5%”.
O Sindipúblicos disse reconhecer o avanço com a reestruturação das carreiras e a concessão do RGA durante os últimos 4 anos, mas que diante do atual cenário de estabilidade econômica estadual, reafirma a defesa da pauta já protocolada pela recomposição das perdas acumuladas. “Em um estado com economia sólida, em crescimento, e que mantém um dos menores índices de investimento no servidor público, não há justificativa plausível para que o governo não reponha, mesmo que de forma parcelada, os valores devidos. O pleito não é exagero: trata-se do reconhecimento de um direito negado. Por isso, o Sindicato conclama os servidores a se manterem mobilizados”.
Principais reivindicações
Recomposição Geral Anual: correção pelo IPCA 2025/2026.
Descongela: reposição de 15,03% referentes ao IPCA da pandemia (2020/21).
Revisão de benefícios: equiparação das diárias ao valor federal (R$ 335), auxílio-alimentação igual ao do Judiciário estadual, regulamentação do auxílio-creche e implantação do auxílio-saúde.
Auxílio-nutrição para aposentados: benefício equivalente ao auxílio-alimentação.
Regulamentação da Lei do Descongela: Retomada da contagem de tempo para anuênios, triênios, quinquênios e licenças-prêmio, retroativos a maio de 2020 a dezembro de 2021. Envio de Projeto de Lei à Assembleia Legislativa para disciplinar o cronograma de pagamento dos benefícios acumulados, seguindo modelo já adotado pelo Judiciário Capixaba.