Segundo lugar em intenções de votos para o governo do Estado na pesquisa do Instituto Perfil, publicada por ES Hoje, na última sexta-feira (13), o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), adota tom conservador sobre seu futuro, muito embora sua postura indique para pretensões mais ambiciosas.
Mas um fator que fica muito claro é que o canela-verde está totalmente em compasso com o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). Sabe que não pode colocar os pés pelas mãos, como afirmou para ES Hoje.
“Só tenho que agradecer à população capixaba pela lembrança do meu nome. No entanto, é preciso ressaltar que faço parte do grupo político do governador Renato Casagrande e, neste momento, o candidato natural é o vice-governador Ricardo Ferraço. Minha prioridade agora é administrar Vila Velha para fazer a cidade avançar cada vez mais”, disse Arnaldinho.
É preciso prestar atenção em cada parte do discurso do canela-verde. Obviamente, o prefeito fica altamente contente pelo recall. Demonstra potencial para galgar por novos passos.
Ocorre que, como ele bem enfatiza, está no grupo de Casagrande, que precisa definir, com certa urgência, quem deverá ser o indicado para ser sucessor. O problema, porém, em já cravar alguém é queimar cartucho. Utilizando a lógica, valorizar Ricardo Ferraço (MDB), vice-governador, é o princípio mais democrático e de unidade do conglomerado.
Ricardo apoiou a reeleição do prefeito e está em patamar acima do colega. Caso o emedebista conseguisse o triunfo de ser eleito em 2026, só poderia ficar por um mandato. Para 2030, poderia passar a batuta a algum sucessor e, quem sabe, este poderia ser Arnaldinho, que finaliza o mandato em Vila Velha no ano de 2028.
Mas política é feita por coesão e pela vontade do povo. E se Ricardo não obtiver aquele recall necessário? Aí entra o entendimento do grupo do governador Casagrande. “Se é para o bem de todos e a felicidade geral da nação, digam ao povo que fico”, poderia muito bem dizer Arnaldinho, se for escolhido para a tarefa disputar vaga pelo Palácio Anchieta.
Arnaldinho é, naturalmente, uma das cartas do baralho do governo para a sucessão. Ele sabe que, por fidelidade, não pode pular etapas. Mas que ele está cada vez mais se posicionando para discutir temas de todo o Espírito Santo, não só de Vila Velha, isso é inegável.
Será?
Nos bastidores da política é especulado que o Palácio Anchieta deixe correr os nomes de Ricardo, de Arnaldinho e do prefeito da Serra, Sergio Vidigal (PDT), como aqueles que têm apoio da gestão para a corrida de 2026. O que estiver mais fortalecido e competitivo ficaria com a tarefa. Será?