Notícias

[wpadcenter_ad id=8039 align='none']

Acordo em Brasília na mira de grupos que querem o Palácio Anchieta

Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação

Os grupos que já miram a disputa do Palácio Anchieta, no ano que vem, talvez nunca tenham estado tão atentos ao que acontece em Brasília. Tudo isso por causa de uma possível federação entre Progressistas, Republicanos e União Brasil.

Pelos lados da Capital Federal, já é dado como certo o enlace entre Progressista e União Brasil. A cereja do bolo pode vir com a adesão do Republicanos. Segundo o colunista Lauro Jardim, de O Globo, ficou marcada para esta quarta-feira (12) conversa entre Ciro Nogueira (presidente do Progressistas) e Marcos Pereira (Republicanos) para bater o martelo sobre a federação.

Em termos nacionais, há muito em jogo. Formação da maior bancada federal, imenso poder com recursos financeiros, além de uma tranquilidade, com forte arsenal, para negociar em qual lado estará na disputa presidencial.

No ambiente capixaba, a junção dessas siglas é um capítulo interessantíssimo. O União Brasil já endossou o projeto capitaneado pelo governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), e do vice-governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB); o Republicanos já sonha com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), no Palácio Anchieta; e o Progressistas está no meio do caminho entre esses dois polos que rivalizam.

No Espírito Santo, o Progressistas é comandado pelo deputado federal e coordenador da bancada federal capixaba, Da Vitória; o Republicanos, por Erick Musso; e o União Brasil, em breve, ficará a cargo do prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB).

A hipotética federação, que tem ainda muitos senões a serem superados, é capaz de criar um plot twist gigantesco na política capixaba. Num primeiro multiverso, se esse conglomerado, por exemplo, optar por ficar ao lado da eventual candidatura de Pazolini, o grupo de Renato-Ricardo perde dois partidos que são importantes e que trazem força do centro e da centro-direita para o time.

Contudo, se esse possível trio optar por ficar com a atual gestão do governo do Estado, há um balde de água fria nas pretensões do Republicanos capixaba, do deputado federal Evair de Melo (Progressistas) e de outros players, que podem culminar em trocas partidárias por políticos mais conservadores.

Existem diversos melindres a serem dialogados em nível nacional. Mas é claro que isso está no radar dos políticos capixabas. Brasília pode direcionar guinadas agressivas no jogo do poder no Espírito Santo.

Ceticismo

Pode ser que mude de opinião, mas o Republicanos, ao que indica, teria mais vontade de seguir em caminho solo, por ora.

Acordo em Brasília na mira de grupos que querem o Palácio Anchieta

MATÉRIAS (5)