Por Mary Martins / ES HOJE / Foto: Agência Câmara
O deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) voltou a exercer seu mandato nessa terça-feira (6), após o fim da suspensão imposta pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. A volta ao cargo coincidiu com o sorteio dos possíveis relatores do processo disciplinar que ainda tramita contra ele. As informações são do Portal da Câmara dos Deputados.
A escolha do relator respeita critérios regimentais que impedem nomeações de deputados do mesmo estado, partido ou federação do investigado. No caso de Gilvan, os parlamentares sorteados foram Julio Arcoverde (PP-PI), Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR) e AJ Albuquerque (PP-CE).
Caberá ao presidente do Conselho definir qual dos três será o responsável por conduzir o processo que apura as manifestações feitas por Gilvan contra a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), em abril deste ano.
Na época, Gilvan usou a tribuna da Câmara para proferir ataques considerados gravemente ofensivos e difamatórios à ministra, o que motivou a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar pela Mesa Diretora. O caso resultou em uma suspensão temporária do mandato, que terminou na segunda-feira (5).
No mesmo dia em que voltou ao exercício do cargo, Gilvan participou de uma manifestação na Câmara contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Como forma de protesto, usou um esparadrapo na boca, repetindo o gesto de outros deputados alinhados ao ex-presidente.
Gilvan da Federal é conhecido por protagonizar episódios polêmicos desde o início do mandato. Em 2023, por exemplo, teve o nome envolvido em um escândalo de agressão verbal a uma servidora no gabinete e também causou constrangimento ao fazer ataques contra o Supremo Tribunal Federal em sessões plenárias. Apesar disso, mantém forte apoio da base bolsonarista e atua como uma das vozes mais combativas da oposição.
Durante a reunião do Conselho nesta terça, também foi eleito o novo 1º vice-presidente do colegiado, deputado Marcelo Freitas (União-MG), que destacou a necessidade de equilíbrio institucional.
“Esperamos que o Plenário consiga o equilíbrio necessário para que sejamos acionados o mínimo possível”, declarou. A definição do relator do processo contra Gilvan deve ocorrer nos próximos dias.