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Presidente do Novo: “Não temos o compromisso de apoiar Pazolini”

Por Vitor Vogas / ES 360 / Foto: Divulgação

E mais: a decisão de Jack Rocha sobre a presidência estadual do PT; ex-prefeito cotado para a Fazenda em Vitória; coronel se filia ao Novo

O partido Novo fez parte do primeiro governo de Lorenzo Pazolini (Republicanos) em Vitória. Um dos seus mais conhecidos integrantes, o economista Aridelmo Teixeira, foi secretário municipal da Fazenda na primeira metade do mandato e de Governo na segunda metade. A legenda também apoiou formalmente a reeleição de Pazolini em 2024, integrando a coligação do prefeito, liderada pelo Republicanos. O líder do prefeito na Câmara, vereador Leonardo Monjardim, é do Novo. Agora, contudo, o momento é outro, assim como a direção da conversa.

Como todas as forças políticas, o Novo já está com o olhar voltado para as próximas eleições gerais, no ano que vem, e tem os seus próprios objetivos. Nesse contexto, o presidente estadual do partido, Iuri Aguiar, afirma o seguinte: ao contrário do que muitos poderiam ser levados a presumir, o Novo não tem compromisso prévio de estar na coligação e no palanque de Pazolini em 2026, caso o prefeito de Vitória seja candidato a governador do Espírito Santo.

“Não temos isso definido. Neste momento, não podemos firmar contrato com nenhuma das partes. Tenho uma relação próxima com o Pazolini, mas não temos nada firmado ainda. Em política, tudo pode acontecer, e vamos deixar as coisas andarem”, afirma Aguiar.

Pazolini é cotado para ser candidato a governador pelo Republicanos. Desde janeiro, os dirigentes do partido falam abertamente que estão preparando sua pré-candidatura. Se isso se concretizar, o prefeito tende a ser adversário eleitoral do candidato da situação: aquele que for lançado pelo Palácio Anchieta. Hoje, o governo Casagrande aposta suas fichas no vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), embora haja outros cotados – pelo próprio governador –, como o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), o de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), e o secretário estadual de Desenvolvimento, Sérgio Vidigal (PDT).

O presidente estadual do Novo diz que, hoje, no Espírito Santo, o partido mantém equidistância entre o grupo de Pazolini e o de Casagrande. E não descarta a possibilidade de a sigla liberal de direita vir a se somar ao palanque da situação, apoiando o candidato do Palácio Anchieta: “Isso é possível”.

Desta vez, segundo Aguiar, o Novo vem para o pleito de 2026 com postura bastante pragmática: a prioridade da agremiação é eleger (pela primeira vez) deputados estaduais e um federal no Espírito Santo. Pensando nisso, o partido abraçará o projeto majoritário que lhe der as melhores condições de atingir seu próprio objetivo.

“O nosso objetivo maior é atingir a cláusula de barreira e eleger deputados estaduais e federais. Precisamos da sobrevivência do partido e por isso estamos com esse foco. Estaremos no projeto que nos for mais favorável ao atingimento dessa meta.”

Nas eleições de 2026, a cláusula de barreira prevê que, para seguir tendo direito a uma cota do Fundo Partidário e a tempo de propaganda de rádio e TV, o partido precisará eleger 13 deputados federais ou ter 2,5% do total de votos válidos para a Câmara Federal no país inteiro, sendo 1,5% em pelo menos nove estados. É puxado. Pequeno em representatividade, o Novo precisará se superar. Para isso, foram definidas metas de votação mínima a serem alcançadas em cada estado nas eleições proporcionais.

Iuri Aguiar tem mantido conversas com quase todos os principais players nas próximas eleições no Espírito Santo. Entre fevereiro e março, esteve pessoalmente não só com Pazolini, mas também com Ricardo Ferraço (que lhe pareceu “muito determinado”), com Arnaldinho Borgo, com Euclério Sampaio e com o presidente estadual do Progressistas (PP), Josias da Vitória.

Em janeiro, Aguiar encontrou-se pessoalmente com o ex-governador Paulo Hartung, que, no fim de maio, se filiará ao PSD. Segundo o dirigente, Hartung não lhe abriu nada sobre eventual candidatura própria. Falou muito da importância do surgimento de novos líderes políticos, “direcionando muito para o Pazolini”, segundo o presidente do Novo.

Participação no governo Pazolini

O Novo não ocupa nenhum cargo comissionado no governo Casagrande. Na Prefeitura de Vitória, atualmente, o partido tem pelo menos um quadro, Paulo Vitor Aquino Dal Col, nomeado no cargo comissionado de assessor senior da Secretaria de Meio Ambiente. Ele já foi até chefe interino da pasta, durante as férias do antigo titular, Tarcísio Föeger, substituído em março por Alexandre Ramalho.

Desde janeiro, também é do partido o líder de Pazolini na Câmara de Vitória, o vereador Leonardo Monjardim, filiado ao Novo no ano passado e um dos primeiros políticos eleitos pela legenda no Espírito Santo, na última eleição municipal.

No dia 17 de março, Iuri Aguiar teve reunião com Pazolini e com o secretário de Governo de Vitória e presidente estadual do Republicanos, Erick Musso. Um dos pontos de pauta, segundo o dirigente, foi a possível ampliação do espaço do Novo na atual administração de Pazolini – um pleito do partido. Até agora não houve retorno sobre o pleito, de acordo com Aguiar.

Presidente do Novo: “Não temos o compromisso de apoiar Pazolini”

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