Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), notoriamente, está de olho no processo eleitoral de 2026. Com objetivo já traçado há algum tempo de que quer vaga na Câmara dos Deputados – muito embora ainda haja desconfiança sobre outros tipos de voos -, ele deixa claro um mantra necessário para a sucessão do Palácio Anchieta.
Seja para plateias mais humildes, seja para acadêmicos, o decano do Legislativo capixaba tem paulatinamente pregado pelo caminho de que ideologia não coloca alimento na mesa. E rememora o que as gestões de Paulo Hartung (a caminho do PSD) e de Renato Casagrande (PSB) fizeram para trazer estabilidade e crescimento ao Espírito Santo.
Desde 2003, o Estado é conduzido ora por Hartung, ora por Casagrande. Aqueles que estão com idades nas faixas etárias de 20 a 35 anos cresceram com esses gestores à frente do Palácio Anchieta. Essa alternância entre políticos só perde para o revezamento na Serra entre Sergio Vidigal (PDT) e Audifax Barcelos (Progressistas), que perdurou entre 1997 a 2024.
Com posição privilegiada no União Brasil, que está prestes a firmar federação com o Progressistas – cuja liderança do grupo, no Estado, ficará a cargo de Da Vitória -, Marcelo já endossa apoio para Casagrande e o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) no processo de 2026. A reeleição dele para presidência da Assembleia Legislativa teve também como pano de fundo o comprometimento do União Brasil para com o atual grupo que lidera o Palácio Anchieta.
Marcelo é um político de centro, com vieses de centro-direita também. Se adapta conforme a dança. Ele possui boas relações também com o grupo do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas historicamente está mais alinhado com Casagrande.
Ao lado de Da Vitória, outro político que atua fortemente com ações municipalistas, ele terá o cuidado e o tempo para o planejamento do processo. Ao que tudo indica, a prioridade é de fato Ricardo para o governo de 2026, mas tudo isso passa por viabilidades e, claro, como que poderá ser beneficiado em todo esse processo. Não existe almoço grátis.
Desde já, Marcelo se tornou um dos cabos eleitorais mais entusiastas do atual grupo à frente do Palácio Anchieta. Num cenário em que há muitas indefinições, não seria surpresa, por exemplo, se para valorizar a federação que se aproxima de acontecer, uma eventual chapa de Ricardo escolhesse alguém do Progressistas/União Brasil. E não seria nem um pouco surpreendente se o nome do presidente fosse especulado.
Muita coisa há de acontecer. Mas Marcelo já deixa claro o que quer.