Por Robson Maia / ES BRASIL / Foto: Divulgação
Disputa pela presidência da Amunes tem desenho atual com disputa entre prefeitos de Nova Venécia e Barra de São Francisco.
A disputa pela presidência da Associação dos Municípios do Espírito Santo (Amunes) começa a se desenhar com as movimentações dos prefeitos. Prevista para ocorrer no próximo dia 31 de março, a eleição tem dois pré-candidatos confirmados: Lubiana Barrigueira, prefeito de Nova Venécia, e Enivaldo dos Anjos, prefeito de Barra de São Francisco (ambos do PSB).
A candidatura de Barrigueira foi a primeira a ser anunciada, acontecendo ainda em fevereiro. O parlamentar, inclusive, iniciou articulações junto a outros prefeitos visando uma chapa única para a disputa que acontecerá na sede da associação.
O prefeito de Nova Venécia chegou a afirmar que conta com o apoio do governador do Estado, Renato Casagrande, do PSB, para a disputa, além de ter o aval do atual presidente da associação, Luciano Pingo, ex-prefeito do município de Ibatiba. Contudo, a informação não chegou a ser confirmada por nenhum dos dois.
Já as movimentações de Enivaldo ganharam mais corpo no início de março. O parlamentar afirmou que buscará contatos com os prefeitos para firmar a candidatura pela presidência da Amunes.
As disputas pela presidência da Amunes são marcadas por chapas únicas, ocorrendo em processos definidos com certa antecedência. Com o possível choque entre os prefeitos da Região Norte e Noroeste do Espírito Santo, o diretório estadual do PSB poderá ter papel ativo, já que ambos são filiados à sigla.
Barrigueira venceu a disputa apertada em Nova Venécia com 13.718 votos, representando 47,14% dos votos. Ele venceu André Fagundes, do Podemos, e Antonio Emílio, do PL.
Já Enivaldo dos Anjos foi reeleito para a Prefeitura de Barra de São Francisco com 15.386 votos, 64,23% dos votos válidos. Ele venceu Gustavo Lacerda, do Republicanos, e Tavinho, do PL.
Sobre a Amunes
A Amunes foi criada em 15 de julho de 1972, como Associação Capixaba dos Municípios (ACM), com o propósito de organizar os municípios para defesa dos interesses comuns, para tornar as administrações municipais mais ágeis, fazer debates constantes entre os prefeitos e solucionar problemas em diversas áreas.
No princípio, a carência de representatividade e união por parte dos municípios e a força natural da representação municipal da Associação fez com que mudanças legislativas acontecessem, resultado de discussões com o Governo Estadual e Federal, criando articulações políticas para a descentralização das funções de poder, abrindo espaço para o surgimento de lideranças municipais.