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Olhos voltados para as escolhas de Gilson Daniel em 2025

O penúltimo ano de gestão do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), iniciou-se com o retorno do deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB) ao front do Executivo, a partir da nomeação do parlamentar para ocupar a Secretaria de Estado da Saúde.

Chegado o Dia de Reis, que se aproxima do fim do ciclo natalino (mais especificamente no próximo domingo, dia 12), especialmente no viés da fé católica, eis que o tempo comum de Casagrande começa após as festividades e há interesse especial nas escolhas de percursos por um dos “apóstolos” do casagrandismo: o deputado federal Gilson Daniel (Podemos), que é presidente estadual do partido do qual é filiado.

O que se viu, até o momento, foi que a partilha do governo não atingiu ainda o núcleo dele, muito embora haja na gestão do Palácio Anchieta uma correligionária de Gilson, a secretária de Estado de Governo, Emanuela Pedroso (Podemos).

Como destacado por Casagrande, o governador diz saber “compartilhar” na política, mas a reclamação geral de muitos aliados é de ausência de pão e peixe entre aqueles que estão ao lado da maior liderança política do Espírito Santo, havendo, na visão deles, a predileção pelo núcleo do PSB.

Gilson, assim que deixou a Prefeitura de Viana, em 2020, foi nomeado no governo do Estado, se transformou em um dos nomes mais poderosos na caserna palaciana e foi eleito com sobras, em 2022. Seguiu pregando a palavra casagrandista, mas talvez não haja o mesmo entusiasmo de outrora. O momento, visando 2026, possivelmente seja outro e há mais narrativas a serem desdobradas.

As tendências nacionais – e internacionais – demonstram que o centro e a centro-direita possuem maiores chances de triunfos. Logo, estaria o deputado federal propenso a se unir com grupo que incluísse, para a batalha estadual, o PDT, de Sergio Vidigal, que tem ligações com a esquerda? Ou isso só aconteceria mediante reformulação e criação de espaço para ele no governo do Estado? Ou, quem sabe, seja tempo de batalhar por mais protagonismo para si?

Frequentemente, o presidente estadual do Podemos vem sendo cortejado por alas mais do centro e da centro-direita, dentre elas o Republicanos e o Progressistas, que ensaiam voos solos, muito embora Casagrande busque manter o segundo partido citado sob suas asas, bem como o deputado federal e sua claque.

Gilson, diga-se de passagem, segue com boas relações com o Palácio Anchieta, mas o andamento de 2025, as definições de prioridades e as formações de bunkers eleitorais para o movimento de 2026 podem servir para indicar mudanças de percursos.

O deputado federal, inegavelmente, é uma peça do centro que pode fazer a diferença no processo eleitoral que se avizinha.

Olhos voltados para as escolhas de Gilson Daniel em 2025

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