Os quatro maiores municípios da Grande Vitória (Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica) reúnem, juntos, mais de um milhão de cidadãos, sendo o centro pujante do Espírito Santo. Há, definitivamente, um conjunto, só que isso não pode ser estendido para a coesão entre os prefeitos, tirando alguns casos pontuais.
Os ditos das eleições de 2024 e as que se aproximam, em 2026, demonstram caminhadas para vertentes diferentes. Em tese, para 2025, três prefeitos estarão mais alinhados, que são Arnaldinho Borgo (Podemos), de Vila Velha; Euclério Sampaio (MDB), de Cariacica; e Weverson Meireles (PDT), da Serra.
Lorenzo Pazolini (Republicanos), o alcaide da Capital, demonstra ser um estranho no ninho, justamente por não comungar da cartilha do grupo do governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), onde estão os outros três. Contudo, o republicano vira e mexe é visto com Euclério e na companhia do empresário Antônio Perovano, amigo em comum de ambos, como registrado nesta quinta-feira (19).
Dos quatro prefeitos, três são cotados para a corrida ao governo: Arnaldinho e Euclério, via grupo do socialista, e Pazolini, por meio de uma turma da direita e centro-direita. Será interessante verificar qual será o ritmo de trabalho, bem como as entregas.
Uns terão auxílios maiores do governo, como nos casos canela-verde e cariaciquense, enquanto na Capital Pazolini, embora venha fazendo movimentos para aumentar seus tentáculos de relações, seguirá mais calcado no seu bloco do eu sozinho. Essa “tempestade” de ações pode ter benefícios à população, mas falta coesão geral entre as principais cidades do Estado para refinamento dos interesses gerais desse grupo de municípios.
Esse é o calcanhar de Aquiles: ausência da ideia de políticas mais em conjunto para a Grande Vitória, que sofre com problemas em comum, como logística, trânsito, pobreza, entre outros. Não há como pensar que Vitória é uma ilha e nem que as cidades continentais não são atingidas pelas realidades vizinhas.
Se o Sul e o Sudeste possuem consórcio para definição de atividades dos estados, semelhante ação poderia existir na região metropolitana, o que não se vê na prática.
É divertido acompanhar nas redes sociais os encontros de prefeitos, como na carona de Pazolini para Euclério, em um histórico Fusca, mas a política da Grande Vitória precisa superar realidades e ter elos para promover melhores condições de vida aos seus habitantes.
Todos os credos
O prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio (MDB), participou de culto a missa para celebrar “ação de graças” pela reeleição dele. Quem esteve ao lado emedebista foi o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil).