Por Vinícius Baptista / SIM NOTÍCIAS / Foto-legenda: Helder Salomão e Lula / Crédito: Ricardo Stuckert / Arte: IA
Nota do diretório capixaba não cita os candidatos ao governo e orienta filiados a não votarem nos aliados de Flávio Bolsonaro.
Em uma nota de seis parágrafos, apenas um foi realmente dedicado ao processo eleitoral para a escolha do próximo governador do Espírito Santo. Sem citar o nome de nenhum dos dois candidatos ao Palácio Anchieta, o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) mostrou que a prioridade da legenda é mesmo reeleger o presidente Lula e que a disputa estadual deverá receber pouca atenção do partido.
Depois de o deputado federal e candidato ao governo do Estado, Helder Salomão, obter 323.484 votos (15,32% dos votos válidos), o PT sinalizou que pouco deve se envolver na disputa local. Na nota, divulgada em suas redes sociais no início da tarde desta sexta-feira, o partido reforçou junto à militância que o projeto prioritário é mesmo reeleger Lula. Ao tratar das eleições no Espírito Santo, a legenda limitou-se a dizer:
“No Espírito Santo, orientamos nossos filiados e apoiadores a não votarem nos aliados do candidato Flávio Bolsonaro”.
Aqui no Estado, o candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) é declaradamente o nome mais associado a Flávio. Nesta semana, inclusive, ele esteve em Brasília, em um evento no qual seu partido intensificou o apoio ao candidato do PL à Presidência no segundo turno. Pazolini e Flávio gravaram vídeos juntos e repetiram diversas vezes a frase: “No Espírito Santo, quem vota 22 para presidente vota 10 para governador”.
Já o governador e candidato à reeleição, Ricardo Ferraço (MDB), manteve-se neutro em relação à disputa presidencial durante todo o primeiro turno e, em coletiva de imprensa, garantiu que adotará a mesma postura no segundo turno.
Diante da diferença de 329.236 votos que separou Pazolini de Ricardo no primeiro turno, conquistar os eleitores do PT tornou-se uma missão muito mais importante para o governador do que para seu adversário. Mas, agora, Ricardo precisará cumprir essa tarefa sem contar com Helder como cabo eleitoral.



