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Delegado Romualdo leva experiência no combate ao crime organizado e à corrupção para disputa por vaga na Assembleia

Delegado Romualdo leva experiência no combate ao crime organizado e à corrupção para disputa por vaga na Assembleia

Por assessoria / Foto: Divulgação / Arte: IA

 

Delegado de Polícia com quase duas décadas de atuação, ex-subsecretário de Inteligência e ex-superintendente de Polícia Especializada apresenta propostas para enfrentar facções criminosas, lavagem de dinheiro e corrupção e fortalecer as instituições de segurança pública.

Com uma trajetória profissional marcada pelo enfrentamento às organizações criminosas no Espírito Santo, o delegado Romualdo Gianordoli disputa uma vaga de deputado estadual pelo Republicanos. O delegado pretende levar para a Assembleia Legislativa a experiência acumulada em quase duas décadas de Polícia Civil, especialmente nas áreas de homicídios, inteligência policial, investigações patrimoniais e combate ao crime organizado.

Ao longo da carreira, Romualdo comandou importantes estruturas da Polícia Civil e da Segurança Pública capixaba. Foi titular de Delegacias de Homicídios, comandou o Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), a área de repressão aos crimes contra o patrimônio, a Superintendência de Polícia Especializada e chegou ao cargo de subsecretário de Estado de Inteligência.

Também esteve à frente da criação e coordenação do Centro de Inteligência e Análise Telemática (CIAT), estrutura concebida para empregar inteligência, análise de dados e tecnologia em investigações complexas, especialmente contra lideranças de organizações criminosas.

Entre os casos de maior repercussão de sua trajetória está a investigação que levou à prisão de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o “Marujo”, então apontado como uma das principais lideranças do Primeiro Comando de Vitória (PCV). O trabalho de inteligência e monitoramento durou meses até chegar à localização do criminoso.

Romualdo também idealizou a investigação que deu origem à Operação Baest, voltada principalmente à lavagem de dinheiro e à estrutura financeira do crime organizado. A investigação avançou sobre movimentações bancárias, patrimônio e pessoas apontadas como integrantes de diferentes núcleos da organização criminosa.

Para o delegado, enfrentar facções exige mudar a lógica tradicional da segurança pública.

“Não basta prender o homem que está armado na esquina. É preciso chegar a quem manda, a quem financia, a quem lava o dinheiro e a quem dá sustentação ao crime organizado. Foi isso que fiz durante minha carreira policial e é essa experiência que quero transformar em políticas públicas”, afirma Romualdo.

Combate ao domínio territorial das facções

Uma das principais bandeiras de Romualdo é impedir que organizações criminosas assumam o controle territorial de comunidades.

Entre suas propostas está a criação de uma política estadual específica de enfrentamento ao domínio territorial criminoso, com protocolos de atuação integrada diante de situações como fechamento forçado do comércio, expulsão de moradores, cobrança de taxas clandestinas, extorsão de comerciantes e prestadores de serviços e imposição de regras pelas facções.

O candidato também defende investimentos permanentes em inteligência policial, análise de dados, inteligência patrimonial, tecnologia antidrones e ferramentas capazes de identificar e antecipar a movimentação das organizações criminosas.

“A facção não pode substituir o Estado. Quando criminosos decidem quem pode abrir o comércio, quem pode trabalhar, quem pode prestar um serviço ou até quem pode entrar em determinada comunidade, já não estamos falando apenas de tráfico de drogas. Estamos falando de domínio territorial. E o Estado precisa reagir de forma organizada e permanente”, defende.

Atacar o dinheiro do crime

Outro eixo da candidatura é o fortalecimento da inteligência financeira e patrimonial.

Romualdo defende que o Estado amplie sua capacidade de identificar patrimônio incompatível, lavagem de dinheiro, empresas utilizadas para movimentar recursos ilícitos e pessoas que dão suporte financeiro às organizações criminosas.

A proposta é utilizar de maneira integrada informações financeiras, patrimoniais e de inteligência para atingir não apenas os integrantes armados das facções, mas principalmente suas estruturas econômicas.

“Uma organização criminosa pode substituir rapidamente o traficante que está na rua. É muito mais difícil substituir sua estrutura financeira, seus operadores e seu patrimônio. Para enfraquecer de verdade o crime organizado, precisamos seguir o dinheiro”, afirma.

Combate à corrupção e independência das investigações

A experiência em investigações complexas também levou Romualdo a colocar o combate à corrupção entre os principais pontos de sua candidatura.

Entre as propostas defendidas estão o fortalecimento dos órgãos de controle, maior transparência nas contratações públicas, fiscalização mais rigorosa das adesões a atas de registro de preços e mecanismos adicionais de acompanhamento da destinação de recursos públicos e emendas parlamentares.

O candidato também propõe uma Corregedoria de Polícia com maior independência institucional, com mecanismos que reduzam interferências externas em investigações, além do fortalecimento de estruturas especializadas no combate à corrupção.

Para Romualdo, policiais e delegados responsáveis por investigações sensíveis também precisam de garantias institucionais para trabalhar com independência, sem que isso se transforme em privilégio ou mecanismo de perpetuação em cargos.

“Combater o crime organizado e combater a corrupção fazem parte da mesma lógica: ninguém pode estar acima da lei. Investigação não pode escolher endereço, cargo, condição econômica ou relação política. Se existem elementos concretos, o Estado tem obrigação de investigar”, afirma.

Valorização e proteção dos profissionais da segurança

Romualdo também pretende atuar pela valorização dos policiais civis, militares e penais e demais profissionais que integram o sistema de segurança pública.

Entre suas propostas está a criação de um fundo estadual de assistência psicológica e jurídica para profissionais da segurança, além de medidas voltadas à modernização tecnológica, capacitação e proteção institucional dos servidores envolvidos no enfrentamento às organizações criminosas.

O delegado defende ainda uma política de inteligência de Estado com regras claras de governança, investimento permanente, capacitação de servidores e continuidade dos projetos estratégicos independentemente das mudanças de comando.

Para Romualdo, sua candidatura representa a possibilidade de transformar em legislação a experiência adquirida dentro das investigações e das estruturas de inteligência.

“Passei quase duas décadas enfrentando homicidas, traficantes, organizações criminosas e estruturas de lavagem de dinheiro. Conheço por dentro aquilo que funciona e aquilo que precisa mudar. Agora quero levar essa experiência para a Assembleia Legislativa, fiscalizar com independência e construir leis que deem ao Estado instrumentos para enfrentar o crime organizado e a corrupção.”

Delegado Romualdo leva experiência no combate ao crime organizado e à corrupção para disputa por vaga na Assembleia

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