Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
Vem se tornando cada vez mais frequente a presença do governador em exercício, Ricardo Ferraço (MDB), em eventos na Serra, ciceroneado pelo prefeito Weverson Meireles (PDT) e, claro, pelo anfitrião master, Sergio Vidigal (PDT), que já comandou a maior cidade do Espírito Santo em diferentes ocasiões.
Fica evidente a aposta elevada de todos os envolvidos em Ricardo e, ainda, no ex-governador Renato Casagrande (PSB).
E não é por acaso. A Serra possui um colégio eleitoral robusto. Segundo dados de abril deste ano, o município conta com 358 mil eleitores. Desse total, 321 mil têm voto obrigatório.
Para se ter ideia da dimensão, a Serra reúne mais de 10% do eleitorado capixaba. Ter desempenho expressivo por lá é um passo importante rumo ao triunfo, embora seja necessário garantir força também nos demais territórios da Grande Vitória, sem contar a capilaridade do eleitorado pelo interior.
É sabido que a Serra é um campo de batalha concorrido. Mas há, talvez, um fator que pode ajudar nesse processo. Ainda que exista o deputado estadual Pablo Muribeca (Republicanos) como adversário, desta vez, ao menos no campo ligado a Ricardo, Audifax Barcelos (Progressistas) não atuará contra. Pelo contrário: a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, encampa a candidatura de Ricardo e ainda busca espaço privilegiado na chapa.
Há muita água para correr debaixo da ponte. E a Serra segue como uma fonte preciosa de votos e prestígio para candidatos e articuladores. Como dizem nos bastidores, Serra não é para amadores.


