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Deputada quer profissional de equidade racial em todas as escolas estaduais do Espírito Santo

Deputada quer profissional de equidade racial em todas as escolas estaduais do Espírito Santo

Por assessoria / Foto: Divulgação / Crédito: Paula Ferreira (Ales)

Indicação de Camila Valadão quer coibir o racismo nas escolas com a ampliação da função para toda rede

O racismo no ambiente escolar ainda é uma realidade presente no Espírito Santo e tem sido motivo de denúncias à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa. Diante desse cenário, a deputada estadual Camila Valadão (PSOL) apresentou a Indicação nº 1001/2026, que propõe ampliar para todas as escolas da rede estadual a função de Professor Coordenador de Estratégias para Equidade Racial (PCER), hoje restrita a unidades consideradas prioritárias.

A parlamentar afirma que a medida é urgente e nasce das várias denúncias que chegam ao mandato. “A gente está bastante atento a esse tema da igualdade nas escolas, até porque atuamos na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, que infelizmente recebe denúncias de casos de racismo, inclusive dentro do espaço escolar”, destaca.

Hoje, o cargo de PCER foi criado pela Secretaria de Estado da Educação para atuar em parte das escolas, com foco em estratégias pedagógicas voltadas à redução das desigualdades raciais. A indicação apresentada busca universalizar essa política, garantindo que todas as unidades tenham um profissional responsável por articular ações de equidade, acompanhar dados e fortalecer práticas antirracistas no cotidiano escolar.

“A criação desse cargo é fundamental para que a gente tenha esses temas na escola, promovendo uma ideia de equidade, sem discriminação, coibindo violências e garantindo o cumprimento da Lei 10.639, que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e africana em todas as escolas do país”, afirma.

Para a deputada, a presença do PCER em cada unidade pode ser decisiva para tirar a lei do papel e enfrentar desigualdades que impactam diretamente o processo de aprendizagem de estudantes negros e indígenas.

A proposta foi encaminhada à Secretaria de Educação (SEDU) e reforça o papel da escola como espaço de formação, mas também de enfrentamento às desigualdades que atravessam a sociedade.

Vale lembrar que, em 2025, a deputada Camila destinou R$ 25 mil em emendas parlamentares para 20 unidades da rede estadual para fortalecer iniciativas pedagógicas voltadas à promoção da igualdade racial por meio do edital “Escola Sem Racismo”.

Deputada quer profissional de equidade racial em todas as escolas estaduais do Espírito Santo

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