Existe um mercado de transferências diferente no Espírito Santo, e ele está diretamente relacionado à migração de apoios nos mais variados níveis das campanhas que começam a se desenhar, especialmente na disputa pelo Palácio Anchieta.
Fato é que, nos bastidores, os grupos ligados ao governador do Estado, Ricardo Ferraço (MDB), e ao ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) seguem em ritmo frenético na captação de apoios e na construção de suas bases.
Um exemplo recente envolve o ex-vereador da Capital Duda Brasil. Aliado de primeira hora do presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos (União Brasil), o também ex-jogador de futebol de areia integrava a base de Pazolini e era servidor da Prefeitura de Vitória. Contudo, o cenário mudou.
Duda agora está na Secretaria de Estado de Esportes, em uma clara mudança de rota, já que chegou a exercer a liderança de governo na Câmara. É como virar a casaca.
Mas há outras movimentações. Para reforçar o time de Pazolini, quem assinou com o Republicanos foi o Tenente Assis. O bombeiro, que era muito ligado a Marcelo Santos, migrou para o campo do candidato que rivaliza com o grupo hoje instalado no Palácio Anchieta.
O ponto é que os grupos disputarão apoios em todos os níveis, dos mais influentes aos mais locais. Como se trata de um pleito completamente aberto, as investidas tendem a ser intensas. Não será a primeira nem a última vez que esse tipo de movimento acontecerá.



