Por Weverton Santiago é teólogo e cientista político / Foto: Foto-legenda: Ricardo Ferraço, Da Vitória, Renato Casagrande e Marcelo Santos / Crédito: reprodução Instagram (maio de 2025)
Enquanto o universo político capixaba debatia e se debatia nos bastidores, o vice-governador mostrou que, na hora de jogar, sabe atuar em quase todas as posições.
Com a formalização do apoio da federação ao seu projeto, os ânimos do ‘outro lado’ requerem cautela e leitura atenta; afinal, o jogo fora dos holofotes difere daquele sob as luzes, que podem iludir os mais apressados. O conceito da pirâmide invertida precisa ser observado, uma simetria ‘obrigatória’ para não asfixiar quem queimou a largada e gastou oxigênio precocemente.
Diferentemente de seus principais concorrentes, que precisarão renunciar aos cargos de prefeito (em Vila Velha e Vitória), Ricardo Ferraço assumirá o Governo do Estado, uma locomotiva acelerada e com passagem garantida por todos os municípios capixabas.
Esse ativo político deve pesar consideravelmente quando o assunto é apoio e aderência ao projeto rumo ao Palácio Anchieta, o qual exige estratégias verticalizadas na Região Metropolitana e horizontal no interior. Errar nesse ponto crucial pode custar caro às pretensões do governo e de seus aliados mais próximos, a exemplo do que ocorreu em 2014, quando o então governador Renato Casagrande buscava a reeleição e foi derrotado por Paulo Hartung ainda no primeiro turno.
Enfim, ao atrair a federação e outros nomes, Ferraço demonstrou que sabe jogar conforme as regras, antes mesmo do apito inicial. Agora, cabe seguir com o projeto sucessório, conduzindo a batuta do Estado perante o esperançoso eleitorado.