Por Redação Multimídia / ES HOJE / Foto: Divulgação
Mesmo ocupando uma pequena parcela das cadeiras da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), deputadas estaduais têm apresentado projetos e leis voltados à ampliação de direitos, à autonomia econômica e à proteção das mulheres no Estado.
Atualmente, quatro parlamentares integram a bancada feminina da Casa: Camila Valadão, Iriny Lopes, Janete de Sá e Raquel Lessa. Juntas, elas representam menos de 14% das 30 vagas do Legislativo capixaba, mas atuam em pautas relacionadas ao enfrentamento da violência, geração de renda e ampliação da participação feminina na sociedade.
Uma das frentes defendidas pelas parlamentares é a ampliação da autonomia econômica das mulheres, vista como um caminho para reduzir desigualdades e romper ciclos de dependência e violência.
Mercado de trabalho e direitos
A deputada Camila Valadão tem atuado em propostas voltadas à valorização do trabalho feminino. Entre as iniciativas está um projeto que cria o Programa Estadual de Valorização das Trabalhadoras Domésticas, com ações voltadas à qualificação profissional e garantia de direitos.
A parlamentar também é autora de leis relacionadas ao enfrentamento da violência contra a mulher, incluindo a que organiza dados estaduais sobre esses casos e outra que institui um programa de combate à violência obstétrica.
Empreendedorismo feminino
O incentivo à geração de renda e ao empreendedorismo também aparece entre as pautas defendidas pelas deputadas.
A deputada Janete de Sá é autora da lei que criou o Programa de Contratação de Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, além da legislação que instituiu a Semana da Mulher Empreendedora no Estado.
Já a deputada Iriny Lopes propôs a lei que institui a Semana Estadual do Empreendedorismo Feminino, com o objetivo de incentivar a criação e o fortalecimento de negócios liderados por mulheres.
Proteção e acolhimento
Na área de proteção e acolhimento, a deputada Raquel Lessa é autora de leis voltadas à segurança e ao bem-estar das mulheres em espaços públicos.
Entre as iniciativas estão normas que determinam a criação de salas de apoio à amamentação em órgãos públicos e medidas de segurança para mulheres em bares, restaurantes e casas noturnas em situações de risco ou assédio.
Recursos para políticas públicas
Além da criação de leis, as parlamentares também acompanham a destinação de recursos para políticas públicas voltadas às mulheres. No orçamento estadual de 2026, estão previstos cerca de R$ 19,1 milhões para ações de promoção de direitos, autonomia econômica e enfrentamento à violência.
As deputadas defendem que políticas públicas voltadas às mulheres envolvam diferentes áreas do governo, como segurança, assistência social, saúde e educação, para ampliar a efetividade das ações.