Por Poder / ES HOJE / Foto: Divulgação
A vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini (Progressistas), está a um mês de vivenciar — ou não — uma mudança importante em sua ainda curta trajetória política. Tudo depende do ímpeto do prefeito da Capital, Lorenzo Pazolini (Republicanos), de disputar as eleições para o governo do Estado neste ano.
Caso o republicano decida ir às urnas, Cris poderá se tornar a primeira mulher a comandar Vitória de forma efetiva, e não apenas interinamente. O movimento, contudo, envolverá também outra manobra política.
Se em Vila Velha o vice-prefeito Cael Linhalis trocou o PSB pelo PSDB para acompanhar os projetos traçados pelo prefeito Arnaldinho Borgo (PSDB), algo semelhante pode ocorrer na Capital.
Isso porque a federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — já mantém um alinhamento com o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), pré-candidato ao Palácio Anchieta.
Além disso, é notório que a Prefeitura de Vitória não é, nem de longe, um território sob influência do governismo estadual. Nesse cenário, uma eventual troca partidária não representaria apenas uma exigência lógica da conjuntura, mas também um gesto político de afirmação de força do Republicanos e de Pazolini diante de seus adversários. Seria um movimento semelhante ao adotado por Arnaldinho na cidade canela-verde.
A diferença, porém, está no comportamento do prefeito da Capital. Pazolini nunca afirmou diretamente que será candidato. Ele se mantém numa posição confortável em que outros falam por ele — ou suas próprias agendas pelo interior do Estado falam por si, ampliando seu grau de conhecimento junto ao eleitorado. Assim, caso não dispute as eleições deste ano, sua imagem dificilmente sairá arranhada.
Há, portanto, cerca de um mês para que essas peças sejam organizadas: anúncios, possíveis mudanças partidárias e decisões estratégicas dentro do grupo que tenta retirar do Palácio Anchieta o comando dos aliados do governador Renato Casagrande (PSB). Enquanto isso, Cris aguarda os sinais.