Por Eraylton Moreschi Junior, presidente da Juntos SOS Ambiental / Foto: Lucas Costa (Ales)
Desde o dia 02 de fevereiro de 2026, moradores, frequentadores e usuários das praias da região da Guarderia e entorno da ponte de acesso à Ilha do Frade vêm registrando manchas escuras nas águas do mar, além de lançamento contínuo de efluentes por manilha localizada ao lado direito da ponte.
Mesmo diante de imagens amplamente divulgadas, denúncias públicas e relatos de adoecimento após banho de mar, o site oficial da Prefeitura Municipal de Vitória continua informando que o Ponto 12 de balneabilidade permanece classificado como “PRÓPRIO PARA BANHO”.

Essa informação contrasta gravemente com análises laboratoriais independentes realizadas por vereadores, cujos resultados apontam níveis de coliformes totais até 40 vezes superiores aos limites permitidos pela legislação ambiental brasileira, conforme estabelece a Resolução CONAMA nº 274/2000.
⚠️ A população está sendo exposta a risco real.
A manutenção da classificação de balneabilidade positiva, mesmo após novos registros de poluição ocorridos nos dias 25 e 26 de fevereiro, levanta uma pergunta inevitável:
Quem assumirá a responsabilidade caso mais crianças, idosos e famílias adoeçam?
O Artigo 132 do Código Penal Brasileiro é claro ao definir como crime:
Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.
As praias compreendidas entre os Pontos 10 e 18, área intensamente frequentada por famílias, praticantes de esportes náuticos e principalmente crianças — cidadãos incapazes e indefesos perante riscos invisíveis, continuam abertas sem qualquer alerta sanitário efetivo.
Diante disso, a sociedade capixaba dirige-se diretamente ao Prefeito de Vitória:
❗ Não é aceitável manter praias abertas quando há dúvida técnica sobre a qualidade da água.
❗ Não é aceitável divulgar segurança onde existem indícios concretos de contaminação.
❗ Não é aceitável transferir à população o risco que cabe ao Poder Público prevenir.
O princípio básico da gestão pública responsável é simples:
👉 Na dúvida, protege-se a vida.
Por isso, EXIGIMOS:
-Interdição imediata e preventiva das praias entre os Pontos 10 e 18;
-Suspensão da classificação “Próprio para banho” até nova comprovação técnica segura;
-Realização de análises emergenciais e sucessivas por órgãos independentes;
-Transparência total na divulgação dos dados ambientais;
-Esclarecimento público sobre possíveis impactos de obras e lançamentos na região.
A saúde pública não pode esperar burocracias, relatórios tardios ou disputas administrativas.
A população de Vitória não aceitará que suas praias se transformem em área de risco sanitário silencioso.
Praia poluída não pode ser tratada como própria para banho.
A sociedade capixaba exige responsabilidade, prevenção e respeito à vida.