Por Giulia Reis / ES HOJE / Foto: Detalhe do Haval H6 Premium na fábrica da GMW Brasil em Iracemápolis (SP) / Crédito: Divulgação
O Espírito Santo avança em seu novo ciclo industrial com a chegada da montadora GWM a Aracruz. A futura unidade, que ocupará mais de 1,7 milhão de metros quadrados, deve gerar cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos e fortalecer a cadeia produtiva local, integrando produção e logística ao porto capixaba.
Em coletiva realizada nesta terça-feira (24), no Palácio Anchieta, o governador Renato Casagrande, o vice-governador Ricardo Ferraço, o secretário de Desenvolvimento Rogério Salume e executivos da empresa detalharam a implantação da unidade no Estado.
A fábrica será instalada em Aracruz, na região de Barra do Riacho, e terá foco exportador, operando integrada à estrutura portuária capixaba, considerada estratégica pela companhia. De acordo com o governador do Estado, Renato Casagrande (PSB), ainda não há um prazo para o início da montagem dos veículos.
“Neste primeiro momento, é necessário concluir a reserva da área para, na sequência, iniciar o licenciamento ambiental, a terraplanagem e a preparação do terreno”, explica.
O secretário Rogério Salume, afirmou que governo já assinou um Decreto de Utilidade Pública (DUP), reservando a área para o projeto. Segundo ele, será necessário dialogar com a Suzano, detentora de parte da área, para definir como será a negociação. “É todo um processo legal, e isso começa a partir de hoje”, afirmou.
O projeto é visto pelas autoridades como uma oportunidade de diversificação econômica e fortalecimento logístico. Durante a coletiva, Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais da GWM no Brasil, informou que a expectativa é que a planta automotiva possa fazer todas as etapas de produção do carro, desde a produção das peças até a estamparia, soldagem, pintura e montagem final.
A expectativa é que o Espírito Santo se consolide como polo automotivo nacional, com produção voltada tanto ao mercado interno quanto à exportação. Para o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB), a implantação da fábrica é complexa e terá início com a importação de barras e peças. Com o tempo, a intenção é desenvolver a cadeia de produção com fornecedores locais, atraindo novas empresas para a região. “À medida que o projeto for sendo implantado, a importação será substituída”, assegura.