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Casagrande: “Arnaldinho sabe o que aconteceu no Sambão do Povo”

Por Fabiana Tostes / FOLHA VITÓRIA / Foto-legenda: Renato Casagrande / Crédito: Helio Filho (Secom-ES)

Governador se pronunciou sobre a aproximação entre os prefeitos de Vila Velha e Vitória. Ao ser questionado se Arnaldinho era aliado, respondeu: “Não sei”

O governador Renato Casagrande (PSB) falou pela primeira vez sobre o gesto de aproximação no Carnaval entre o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), e o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), e sobre toda a repercussão que se seguiu.

Numa breve entrevista na manhã desta terça-feira (10), economizando palavras e num tom muito mais pesado do que o habitual – demonstrando até um certo desconforto com o tema –, o governador afirmou, sem dar detalhes, que Arnaldinho sabe o que aconteceu no Sambão do Povo.

“O Arnaldinho me conhece e conhece Pazolini. Conhece as duas pessoas. Ele acompanhou todo o episódio, ele sabe o que aconteceu lá no Sambão”.

Na última sexta-feira (6), Arnaldinho e Pazolini chegaram juntos para a abertura do Carnaval de Vitória. Assistiram aos desfiles lado a lado, num clima de entrosamento jamais visto anteriormente.

Durante o discurso de abertura do evento, o prefeito de Vitória – que faz oposição ao governo do Estado –, fez referências às eleições e citou “velha guarda” e “modernidade”, numa alusão direta, respectivamente, ao grupo do governador Casagrande e ao seu próprio campo político, que pode estar em expansão a depender dos próximos passos de Arnaldinho.

No último domingo (08), em entrevista para a coluna De Olho no Poder, o secretário estadual da Saúde, Tyago Hoffmann, que é um dos principais interlocutores do Palácio Anchieta, classificou a atitude de Arnaldinho de “erro” e ‘ingratidão”, mas disse que iria lutar para mantê-lo no grupo da base aliada.

Ao ser questionado se Arnaldinho ainda era considerado um aliado, Casagrande respondeu: “Não sei. Aliado é quando as duas partes desejam”.

Segundo o governador, não houve nenhuma conversa com o prefeito após o Carnaval. Durante a entrevista, Casagrande frisou que estava “no mesmo lugar”, dando a entender que o prefeito é quem teria mudado o rumo.

A fala do governador ocorreu durante a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, ao Estado. Após o evento, o governador falou com a coluna De Olho no Poder e com outros jornalistas presentes. Veja abaixo a entrevista na íntegra:

 

Pazolini e Arnaldinho de braços erguidos no Sambão (foto: Marcos Salles)

 

COLETIVA DE IMPRENSA – Como o senhor analisa esse episódio de aproximação entre os dois prefeitos?

GOVERNADOR RENATO CASAGRANDE – A aproximação é natural, as pessoas se aproximam de quem quiser. Nós não temos nenhum questionamento a fazer com relação à aproximação. Nada a declarar com relação à aproximação. Cada um se aproxima de onde desejar se aproximar.

O seu secretário Tyago Hoffmann me deu entrevista falando que o sentimento do
governo teria considerado o gesto do Arnaldinho um erro e que tinha sinais de ingratidão. Isso se confirma, é esse o sentimento do governo?

Olha, quando nós fazemos as coisas para a população capixaba, para a população de Vila Velha, não estamos esperando nada em troca dos seus líderes. Esperamos em troca aprovação, reconhecimento e confiança da população. Trabalhamos com todos os municípios. Em Vila Velha, especial, são mais de 2 bilhões de reais de investimento e não é para agradar uma liderança política ou outra liderança política, é para agradar a população e atender a população. Então, nossa relação é com a população de Vila Velha, é para ela que a gente trabalha.

Mas o Arnaldinho é considerado um aliado ainda?

Não sei. Aliado é quando as duas partes desejam. Da minha parte não tem nenhuma mudança, eu continuo na mesma posição. Da minha parte eu estou na mesma posição que eu sempre estive. Tenho grupo político, tenho posição política, tenho relacionamento, mantenho relações políticas com quem eu já tenho convivência há muito tempo, então eu estou na mesma posição em que eu estava.

Depois desse episódio, alguém do governo, interlocutor do governo, chegou a conversar com o prefeito ou ele procurou?

Não, não sei. Que eu tenha conhecimento não.

Da parte do senhor vai ter essa iniciativa, de conversar com o prefeito a respeito disso?

Eu estou no mesmo lugar que eu estava, eu não saí da minha posição. Eu estou aqui à disposição das pessoas.

Se o Arnaldinho resolver apoiar Pazolini, o senhor acha que tem algum risco para a eleição?

Não, não tem risco de nada. O Arnaldinho me conhece e conhece Pazolini. Conhece as duas pessoas, ele acompanhou todo o episódio, ele sabe o que aconteceu lá no Sambão.

 

Casagrande: “Arnaldinho sabe o que aconteceu no Sambão do Povo”